Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

Categoria FASHION

A BÍBLIA DO FASHION BLOGGING – TOMA 1

Ando há anos para fazer esta compilação de entradas aqui na TRASHÉDIA, mas nunca tinha, até agora, conseguido fazê-lo. A vontade de fazer esta compilação de posts aguçou-se quando no ano passado inaugurei por aqui a categoria #OOTD, porque percebi que estava aqui a fazer um upgrade, como se costuma dizer, muito incrível, mas muito pouco interessante ao nível do que é o Fashion Blogging canónico.  Tenho esta porcaria deste hábito herdado da Academia, que é a sistematização de conceitos e práticas que todas juntas

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Paris VS. Paris

Isto ontem, se tivesse sido eu a mandar, tinha começado assim: Num palco pequeno à italiana, um telão pintado preso numa das primeiras bambinas deixando espaço apenas para uma franjinha de boca de cena depois de aberta a cortina de ferro. Entram duas actrizes, cada uma de seu lado. PARIS ANTIGA (Muito bem vestida com um vestido preto de corte e inspiração Chanel anos 20, saia pregada de cintura baixa, corpo simples e decote em barco, calça sapatos de carácter pretos e traz ao pescoço um

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SUPREME X LOUIE V.

No ano dois mil, a Supreme, com seis anos de vida, fazia uma coisa incrível e super fixe, pré-era da viralidade na internet, mas muito possível para a viralidade na internet, que foi a apropriação do padrão monogramado da Vuitton. Alterado, verdade seja dita, de forma subtil, sem correr riscos judiciais ao nível do roubo da propriedade. Foi apenas um exercício de apropriação cultural, típico dos movimentos artísticos da guerrilha urbana da street art. Tudo simples, tendo em conta que a Supreme começa na cabeça

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A MI MANERA – J-Lo!

Dia de Reis, a Camille Paglia, que de resto há uns vinte anos que não dá uma pr’á caixa, teve a audácia de dizer que tanto a Madonna como a J-Lo faziam figuras tristes porque estavam velhas e se comportavam como adolescentes, coisas que não serão para aquela idade. Não o terá dito assim, porque isso estaria completamente fora dos limites do discurso cuidado digno de uma académica como ainda é vista. Na primeira frase deste texto, lá no nome dela, está o link para

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74th GOLDEN GLOBES – LE RED CARPET

Ahhhh. Madrugada de oito de Janeiro, mesmo a seguir ao Natal e ao Ano Novo e ao Dia de Reis e só penso nas mesas postas em permanência, que só se terão recolhido ontem à tarde em pleno tédio dominical e em tudo o que lá estaria em cima e que se foi picando nas últimas três semanas. Penso nisso e depois penso inevitavelmente em figuras como Rachel Zoe a panicar naquele registo monocórdico não pelos nipple covers, mas por I need more spanx. Porque

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Break Free

  O mundo da viralidade acaba de nos presentear com um anúncio feito por um estudante alemão de origem moldava, de 26 anos, chamado Eugen Merher, para a Adidas. Não sei se é um exercício escolar, se é um exercício vindo da livre vontade ou do apreço/fandom por uma marca como a Adidas, mundialmente conhecida como a super rainha no retalho vintage (sempre mano a mano taco a taco com a tão próxima Puma), ou a super marca que calçou a música independente, por exemplo. Enquanto

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OH MÃÃÃÃÃÃÃE!

Bom Dia – Bom Ano. Espero que 2017 seja maravilhoso. Assim em bom rigor, 2016 foi um ano incrível, tal como todos os outros que estão para trás e que contam na minha cronologia, desde 1985. E pensar que teria sido incrível evitar acontecimentos na vida – cheguei a essa conclusão – é bastante estúpido, porque se já vimos o Back to The Future e já lemos todas as ficções sobre viagens no tempo e afins, nada do que somos hoje o seria se tivéssemos tido

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CADAVRE EXQUIS

Diria que o ano começou sem um dos homens que mais questionou os cânones estéticos vigentes do rock’n’roll, o lendário Lemmy Kilmister, de Mötorhead. Diria que 2016 começou assim porque, a avaliar pela razia de ídolos, Lemmy é bem capaz de ter ido para a porta da festa mais incrível de sempre, onde está quase toda a gente. Partiu a 28 de Dezembro e terá começado a compor a guest list. Porém antes de ir, é importante recordar que Lemmy foi um enorme badass womanizer

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Sou uma Clássica | #trashediastoliyourlook

Comecei a escrever este #TRASHEDIASTOLIYOURLOOK pelo menos umas oitenta vezes em papel, duzentas em notas do iPhone e umas outras centenas num documento do Pages. A primeira frase era poética e era alguma coisa género “Saí da casa-atelier-tese-de-doutoramento da Ana como quem sai de um primeiro date”, mas tive medo que fosse super pirosa e resolvi não a eliminar de todo, mas enquadrá-la num momento de declarada ironia. Depois também escrevi, como primeira frase, que esta edição tinha sido feita na casa-atelier-tese-de-doutoramento da Ana, porque

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O BIFE

O texto de balanço da Semana de Moda de Milão da Vogue USA, escrito por Sally Singer deu o mote para uma não-discussão que em 2016 já é só uma maçada enorme, mas que, pelos vistos, continua a fazer muito sentido. Esse texto, em que de uma forma vagamente blasé se trata do que terá sido a Semana da Moda de Milão, é oferecido ao leitor da perspectiva de uma das mais relevantes editoras de Moda do mundo, a qual colabora com a “instituição” Vogue.

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