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YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

EMMY AWARDS 2016 – LE RED CARPET

Eu por acaso costumava só fazer os red carpets dos Golden Globes e dos Óscares, mas de há uns anos para cá, com a crescente importância e frenesi que as séries de TV têm ganho, é impossível resistir à Red Carpet dos Emmys. Tipo, impossível total.
A minha única pena é que hoje em dia o estilo da Red Carpet é hipernormativo e todo muito segurozinho, sem grandes riscos cometidos, sem grandes afirmações. É assim uma coisa que à partida já sabemos que vai ser simples, sem muito alarido, com escolhas que não aquecem nem arrefecem muito.
Muito mais do que uma lista das dez melhores ou das dez piores, porque isso eu não sei fazer:

AS ALFORRECAS
Viram-se imensos modelos reminescentes da Cindaria Adulta. Em bom rigor dispensa descrição, basta pensar no animal, ver os modelos em questão, e fica tudo claro. Keri Russell e Anna Chlumsky seleccionadas como as melhores alforrecas da noite.

AS SEREIAS
O modelo sereia é um clássico que, muito maldosamente vem sempre associado à ideia de Old Hollywood Glamour. Maldoso porque uma pessoa sabe que se faz uma imensa distinção entre as lindas que fazem TV e as lindas que fazem Cinema. Aliás, a migração das espécies de um lado para o outro é uma coisa tão rara como um eclipse total do Sol. Na categoria das sereias temos Natalie Morales, Tori Kelly, Neve Campbell e Emily Ratajkowski, para dar alguns exemplos, porque foi um modelo muito popular.

AS IMPACÁBEIS
Porque estar impacábel numa coisa destas é um feito, dispenso imenso qualquer tipo de apreciação ou comentário e limito-me a dizer que há pessoas que conseguem estar impacábeis sem se chatearem muito. Conseguem vestir-se – com ou sem ajuda – para uma ocasião, e obedecer a uma série de coisas que as tornam divas divinas. Amy Phoeler (tirava-lhe a gargantilha e ficava muito melhor, pelo menos com o pescoço mais aliviado), Emilia Clarke (o nude só resulta se criar mesmo o efeito nude), Michele Dockery, Emily Robinson (a única pessoa que soube usar dourado numa Red Carpet) e Padma Lakshmi (que está inacreditável e é o espectro da perfeição). Lyndas.

AS PINGUÇAS
Por acaso isto é uma coisa que é raro ver-se nos Óscares ou nos Golden Globes, e é aqui que, de facto, se nota uma diferença, no pinguço. Estes Emmys tiveram três ou quatro exemplos de pinguço em níveis de resultados distintos, são eles o pinguço que até resulta, na Sophie Turner, porque ali as delicadezas todas com o cabelo e a cor encontram um equilíbrio instável que ainda assim acaba por resultar. Depois temos o pinguço médio, ao qual dou uma nota género menção honrosa porque a Taraji P. Henson foi a única pessoa que levou um objecto conceptual que indica uma referência à sua personagem ficcional, e isso para mim é de tremendo valor. A clutch Edie Parker, que tem as suas iniciais. Só que as galinhas Edie Parker ficaram famosas por referências a lendas do Hip-Hop. É controverso, por isso é que amo. As outras duas pinguças às quais não correu nada bem foram a America Ferrara, que está envolta num pano cintilante que é um erro, coitada, que assenta mal e que não faz nada por ela, e a Alia Shaukat, que terá vindo da praia a correr num instantinho…

AS GÓTICAS
Mal ou bem, bem ou mal, como preferirem a ordem, o preto na Red Carpet, como começa a ser muito escasso, acaba por se tornar com frequência numa espécie de opção gótica meets glamour meets transparências meets alien style. Especialista no gótico temos a incrível Kirsten Dunst, tipo especialista especial, porque ainda por cima tem aquelas feições de pessoa de outro tempo, que ajuda imenso a que este look resulte, e a Carly Chaikin, quem faz do ensemble uma espécie de fetiche look. Outra gótica, mas do gótico minimal, que também resulta muito bem, a Grace Gummer, que soma muitos pontos por ser ginger.

AS CRIMINOSAS
A Claire Danes não é que tenha perdido a cabeça, mas foi-se-lhe a mão no bronzeado e na maquilhagem. Uma loira de dourado estando ela própria dourada cria uma mancha de cor que é capaz de ser um bocadinho enjoativa. O vestido por acaso não é lindo e dá a ideia de lhe assentar bem, mas há qualquer coisa ali na zona do peito que parece um bocado duvidosa. Não sei o que é, mas não resulta. Acho que é um misto entre ela não ter maminhas e o vestido ter um decote para encher com maminhas, com muita coisa a suceder na zona do pescoço. Aquele cabelo assim mono jamais poderia resultar, só que o bronzeado é mesmo muito mortal.
Outra amiga que está péssima é a Hari Nef, que esteve quase a ir para a categoria das pinguças, mas que depois achei que faria mais sentido ficar aqui, porque alguém que escolhe um vestido com um print 3D aos bebés só pode ter perdido a cabeça. Nada desculparia o vestido, mas o cabelo assim lambido e mortiço com uns saca rolhas mal amanhados porque o cabelo não se presta a isso, a franja até meio dos olhos, a maquilhagem e os sapatos de coxa tornam isto criminoso.
Eu sei que a Heidi Klum está óptima, é óptima e que pode fazer o que quiser, porque ela é A Heidi Klum. Mas também não se pode dizer que a Heidi Klum seja conhecida pelo seu tremendo bom gosto na Red Carpet, não é? O vestido é horroroso e combina tudo: assimetria com rachas com golpes com brilhos, com mangas. É impossível. O penteado lambido também não é possível, e a maquilhagem quero-ser-a-J.lo também não é suportável. MAL. MAL. MAL.
Constance Zimmer, minha querida, NÃO. Pá, não. O vestido cor de rosinha e branco, bem comportado, de mantinha e decote, mais o cabelinho capacete e uma pessoa morre de tédio. É tenebroso e mau e chato e aborrecido e um secador pegado. É tudo o que há de mau no mundo num só conjunto. Não há pachorra para as meninas boazinhas. ARGH.
Outra lynda que perdeu a cabeça é a Giuliana Rancic. Muita falta lhe faz a Joan Rivers, que de certeza que não a deixava sair a qualquer lado assim posta. Começando no cabelo, acabando no vestido que é uma espécie de alforreca com frio, não dá.

Posto isto, bom dia, boa semana!

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