Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

Etiqueta crónica

A POP THANG

Esta é uma pergunta que me fiz no outro dia enquanto escrevia um artigo sobre Victoria Beckham. Durante as minhas pesquisas dei por mim a ver o vídeo de “Wannabe”, de 1996, de resto o primeiro single das Spice Girls, e lembrei-me da letra da canção super powerful e da cena do “Girl Power” que elas repetiam a cada cinco minutos de fama. Em 1996, quando saíu “Wannabe”, eu tinha 10 anos e adorava as Spice Girls. Não brincava às Spice Girls, pelo que não era nenhuma

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Herói em Collants

A minha história com o ballet é de impossibilidade cósmica: sempre inscrita nas aulas disponíveis na província, caso houvesse professora; nunca houve, pelo que nunca andei no ballet. Andei no basquetebol, no andebol, na patinagem artística, na ginástica e na natação. Mais tarde, muito mais tarde, cheguei ao ballet. Mas era tarde demais. Porém aprendi a gostar de ballet e a respeitar a forma, a dar-lhe valor, e acima de tudo a compreender a importância da repetição como caminho para a aproximação da perfeição. As

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Natal Muita Chill

Hoje enquanto trocava mensagens com uma amiga disse-lhe que o Natal este ano era cá em casa e ela respondeu: “Que adulto”. Disse-me ainda que seria impossível fazê-lo em sua casa, porque a ideia da família inteira reunida era altamente stressante e que eu deveria escrever precisamente sobre esta minha coolness que permite a reunião natalícia cá em casa. O Natal não é um certame muito complicado de nenhum ponto de vista, tendo em conta que para a consoada apenas é preciso ter o bacalhau, os

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CARTAS DE 2015

Olá Filha, É a Mãe. Escrevo-te de 2015. Como não me mantenho alheia aos panfletos feministas, sei que a Mulher ocidental se sente muito oprimida e no fundo da cadeia alimentar, sempre atrás ou por baixo do Homem, nunca ao seu lado. Sei disto porque o feminismo continua a lutar pela igualdade de género e pela libertação da Mulher. É 2015. Não serei o melhor exemplo de feminista porque nunca me senti oprimida nem reprimida, porque nunca senti o peso do género em nenhuma das

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MiniMacro

Vi no outro dia mais uma reportagem sobre portugueses e poupanças, mas desta feita o foco estava bem apontado para a queda a pique das poupanças dos portugueses no ultimo (a preencher pelo leitor) ____mestre. A notícia concluía que os portugueses não têm poupado lá grande coisa por causa da tal retoma económica e vai daí, diz que os portugueses andam a gastar mais; e também diz que não é muito importante poupar, porque isto está tudo a melhorar e depois logo temos tempo de

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Rasquinha

Rotunda do centro sul, Almada. Duas e meia da tarde de um dia da semana do mês de Outubro de 2015. O protagonista desta história é um indivíduo caucasiano, na casa dos trinta anos. Veste pullover azul escuro, calças de ganga e sapatos-ténis confortáveis. Arrumado por baixo da estrutura metálica de uma ponte aérea, o indivíduo, de pernas afastadas e pés bem assentes na terra, oscila sobre si próprio em meios círculos. O movimento é comandado pela bacia. (Isto parece a descrição semi literária de

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Corrida de Fundo

Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América, o primeiro Presidente Afro-Americano da história dos EUA, está em fim de mandato e o seu já conhecido sentido de humor apura-se à medida que a contagem regressiva dos seus dias na Casa Branca se aproxima do zero. Donald Trump apresentou uma candidatura para as presidenciais de 2016. Kanye West diz que se candidata às presidenciais de 2020. Para estas agora assim já não ia a tempo. Fazer piadas à candidatura ou à postura de Trump é

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Social Media Porn

Lembram-se de quando havia aqueles anúncios do ganhe dinheiro a partir de casa e as pessoas caíam na esparrela e depois vinha a descobrir-se que afinal esse dinheiro era feito a dobrar cartas e a lamber envelopes? Ou a vender cosméticos de catálogo porta a porta? Ou livros? E lembram-se certamente dos mitos urbanos sobre as pessoas que não fizeram mais do que responder a esses anúncios  e compraram carros e casas ou fizeram umas férias de estadão no Caribe? Lembram-se disso? – Pois bem,

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Primeiras!

Num parque de estacionamento, os lugares mais à porta do edifício são sempre para pessoas com deficiência, idosos, grávidas ou portadores de crianças de colo. De alguma forma conseguimos reconhecer que é preciso sublinhar a acessibilidade a estas pessoas, que têm a tarefa de viver em sociedade um bocado mais dificultada. Quando estive grávida só me apercebi que poderia usufruir destes lugares já mais para o final da gravidez, porque um dia, depois de dar duas voltas a um parque, um funcionário me chamou à

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As Vacances dos Freelances

Este é um tema que me parece inesgotável, talvez porque me é muito familiar. Talvez porque passa comigo Natais e Páscoas e aniversários, e também – não é – uma pessoa que passa connosco estas datas todas e não deseja só boas festividades por mail impessoal ou tag numa foto de gosto duvidoso no Facebook, é porque já é família, verdade? Piolhos pegadiços! Pensando na ideia que o mundo tem da massa freelancer, que na verdade são só jovens (e atenção que a definição de

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