Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

GAGA & BEYONCÉ – não há VERSUS

Isto tem estado a deixar-me maluca.
Normalmente, pela altura do Verão, arranjo sempre umas músicas óptimas para dançar e fazer coreografias e aprender as letras e, no fundo, conviver com o mundo real, já que o black metal não é assim tão global como seria de esperar.
Não interessa.
É bonding.
E para alguma coisa estudei eu Crítica de Cinema e Música Pop em catalão…

Confesso que, ao início, não conseguia compreender a Lady Gaga.
O Poker Face não me cativava assim muito e o Just Dance, yá… Meio seca.
Depois houve um dia em que uma amiga me pôs a ouvir o Bad Romance, acompanhado do respectivo vídeo.
E foi mesmo… EH, LÁ!…
Comprei o disco (sim, comprei) e decorei-o todo.
A Lady Gaga rula.
Depois saíram aqueles dois features com a Beyoncé.
E o vídeo do Telephone matou-me imenso.
Comecei a prestar cada vez mais atenção.

Relativamente à Beyoncé, não tive de aprender a gostar.
A Beyoncé é GENIAL e ponto.
Lembro-me da Beyoncé com as Destiny’s Child e de não ter de me esforçar muito para gostar.
Não é que essas coisas não se trabalhem também, mas foi muito diferente, porque ela cresceu e foi sempre óptima.
Canta nas horas, tem ar de quem tem boa onda, é curvilínea, o seu passado faz parte de uma memória colectiva da pop…
Vestia-se muito mal quando era a Mãe a tomar conta do seu guarda-roupa…
Não armou estrilho quando as Destiny’s acabaram…
É sexy e agrada a toda a gente.
Tanto canta coisas a roçar o piroso, como depois rebenta com a Gaga.

O certo é que uma começou a puxar pela outra e agora o duelo é entre a Gaga e a Beyoncé.
Porque é mesmo.
Embora curta a Shakira e o novo hit da J. Lo. (com o sample da Lambada), é para esquecer tudo quando aparecem no mapa os vídeos do Judas da Lady Gaga e o do Who Run The World (Girls) da Beyoncé.

A sério.
Ainda há esperança no Futuro, mas o mundo é destas duas.

Depois de muito ver os vídeos, completamente viciada, a luta é renhida.

A Beyoncé é sempre sexy e quer ser sempre manter-se sexy, está mais magra, dança demasiado, é a lascívia em pessoa, tem o melhor styling à la Mad Max, mas continua sempre sexy e podre de boa e ela dá mesmo tesão.
Tem o sample do Major Lazer.
E um vestido incrível do Gareth Pugh.
Tem duas hienas e um leão no vídeo, mais uma ex-stripper do Maxime.
FACT.
E está loirona poderosa.
Tem um cavalo.
Dança nas horas.

Mas tem limites.

E a Gaga, aparentemente, não tem disso.

A Lady Gaga…
Menes. STOP. CALMA…
A Gaga é ROCK AND ROLL. Mêmo FAST LANE!!!
Doze Apóstolos de mota!? HOT. Picos no Pipi.
Doze Apóstolos sendo que um deles é o Norman Reedus?! GASH!…
O léxico imagético Chola meets Latin Kings e Trash Religioso à moda do México?!
Um Cristo mexicano?
Bandanas?!
Capas esvoaçantes?
Perfectos de pele?!
Lágrimas de eyeliner?
Unhas de veludo?!
Cerveja?!
O Norman Reedus?!
Uma pistola de batom?!
O excesso de dourado!?
A água?!
O vestido Lacroix?!
O manto de pele azul com um Sagrado Coração bordado?!
Menes…

É que a consistência narrativa do vídeo é demasiado boa.
Podem odiar a música e a Lady Gaga.
Aceito.
Só não aceito que não se perceba que estamos perante uma coisa BRUTAL.
É tudo consistente.
E dá-me vontade de ser da House of Gaga e fazer merdas para ela.

Se eu fosse uma das duas, era a Gaga.
Acho que é mais divertido assim em modo fã Marina Abramovic e ícone universal.
Como os comandos das televisões.
Em que me poderia divertir, para sempre, com coisas que agradam aos meninos e às meninas, com um universo menos fémina e mais musculado.
Porque ser sexy limita.

E porque adorava poder andar pelo mundo de cuecas e soutien.
SEMPRE.

Lavo daqui as minhas mãos.
CONFIRAM:

E perdoem a escassez de léxico, mas a estupefacção provoca-me isto…

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