Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

TUNO

Hoje gostava de abordar um tema que me é muito difícil e que tenho vindo a adiar abordar com algum receio de represálias.
Não é em vão que apenas publico hoje…
Caso o tivesse feito há coisa de um mês, estaria certamente atada a uma cerca, ainda a apodrecer, após ter sido violentamente insultada e submetida a longas horas de ingestão de cerveja choca em copo de plástico, por um qualquer veterano de agromomia lá para os lados de Beja.

TUNAS. TUNOS e TUNAS.

Em primeiro lugar, gostava de dizer que não entendo, tal como já sabem, nenhuma espécie de movimento tribalizante. Detesto grupos e pertenças e acredito muito sinceramente que a pertença a um grupo é o maior travão ao desenvolvimento do indivíduo enquanto ser dotado de cérebro.
Não fui de uma tuna, não andei em escolas dotadas de tunas e sempre que falei de tunas, no estrangeiro, ninguém quis acreditar.

Todos os anos, quando começam as aulas nas faculdades, há desfiles de adolescentes em pijama ou com caralhinhos (super despedida de solteira, também) ou outras indumentárias ridicularizantes, pelas ruas de todas as cidades que tiverem estabelecimentos de ensino superior, enquanto entoam cânticos, também eles, absurdos, e bebem zurrapas de garrafas de sumos do Dia. Os jovens que se submetem a estes preparos são sempre comandados por uns mais velhinhos, que são os que lhes vão proporcionar (ou não) as maiores alegrias dos anos da faculdade.
É assim uma espécie de ritual de iniciação gone wrong.
E assim se perpetua esta prática das praxes, das semanas académicas e das recepções ao caloiro.
(Gostava ainda de acrescentar que, por falar em festas académicas, alguém organizou, ainda não há muito tempo, ali em Santos, uma festa com um cartaz digno de ter sido escolhido por alguém com a minha amplitude de gosto; conviviam no mesmo cartaz Vengaboys, Crookers, Linda Martini e Quim Barreiros, e ainda uma tenda electrónica da responsabilidade da editora Vidisco. Um must! Mas estou certa de que quem se responsabilizou por esta programação foi um fã visionário de Linda Martini, que pensou em juntá-los a milhares de fãs de artistas que enchem casas e assim captar-lhes ainda mais fãs, após correcta exposição artística.)

Tal como todos os anos, também, acho muito interessante quando uns entendidos vão a uns programas de televisão botar discurso sobre as praxes e a sua legitimidade, características, interesse cultural, tradição, etc… E há sempre um sociólogo a falar sobre todo o ritual.
Serve o presente para vos alertar que, caso queiram receber o insight sociológico, devem fazer o favor de ver esses programas, porque o que aqui vos vou dizer não tem nada de sociológico, só de estético.

Um tuno (e este post é prenhe de ignorância, porque se, na maioria dos casos, vou ler e investigar sobre aquilo de que falo, aqui fiz mesmo questão de não o fazer) veste-se de fato (no caso do homem) e de fato de saia e casaco (no caso da mulher), usa camisa branca e uma gravata e uma capa.
Até à data, a capa é uma coisa que só o Harry Potter pode usar. E é nos filmes.
Não conheço uma alma que tenha conseguido usar capa e safar-se.

Gostava de começar pela camisa branca: caros Tuno e Tuna, uma camisa branca é provavelmente a peça de vestuário mais sagrada que existe logo após a T-shirt branca e as Levi’s 501.
É tipo, SAGRADA.
A camisa branca é aquela peça de vestuário que se deve ter sempre, que se deve ter engomada, que se deve ter de excelente qualidade, que deve ser um material maravilhoso (popeline, algodão, seda, linho), de preferência natural/orgânico e que serve para qualquer ocasião.
Faz parte da ignorância generalizada que a camisa branca pertence ao universo dos empregados de mesa. É totalmente errado. Senão pensem, Cridos, que também vocês são empregados de mesa… Não?
Tudo isto para dizer que a camisa branca de um Tuno me dá sempre agasturas: nunca vi uma decente, que brilhasse, que reluzisse, que fosse branca nuclear (isso de lavar o fato, a capa e a camisa e a gravata de um tuno na mesma máquina de roupa não ajuda…) e por isso linda.
Portanto, Cridos, o meu primeiro balanço relativo à primeira peça de roupa do vosso traje é negativo: a camisa deve ser maravilhosa.
Só assim se marca a diferença.

Seguimos para o fato.
Tanto quanto sei, há lojas especializadas em trajes académicos, tanto quanto sei.
E gostava de vos dizer, Cridos e Cridas, que um fato mau é, para os meus olhos, pior que ver o Fernando Mendes com fome.
É absurdo.
É hediondo.
E embora o fato se esconda por debaixo da capa (já lá vamos), há sempre umas lapelas à mostra que denunciam tudo aquilo que está por vir: o poliéster.
Bem sei que quanto mais sintético mais barato, mais fácil de lavar (e tenho para mim que a limpeza, num traje académico, é essencial, porque sempre que vejo tunos e académicos, a menos de dois metros há lagos de vomitado) na máquina (é típico do jovem-tipo ser péssimo a tratar da sua roupa, porque só a lava em casos extremos, não havendo necessidades de maior, a mãe lava aos fins de semana) e não precisa de ser passado a ferro. Eis uma questão pertinente, esta de passar a ferro… Mas não vou comentar.
Os fatos, quer na versão masculina, quer na feminina, têm sempre um aspecto muito mau.
Têm sempre ar de que são roupa de não fumador. A combustão de materiais sintéticos é muito rápida. Por isso é que há roupas que na etiqueta dizem keep away from fire. Cuidado, Cridos! Não fumem muito com tanto plástico vestido. Porque sim, além de terem mau aspecto, os fatos têm esse senão do material.
Mas também têm o senão do corte.
Porque na roupa, o corte, é TUDO.
A confecção é tudo-tudo.
E nunca vi – com enorme pesar – um fato de um tuno bem cortado. Aliás, conto pelos dedos de uma mão as pessoas que vi com bons fatos em Portugal.
O fit de um fato é o mais importante.
A calça tem de assentar bem, não valem as calças de mil pregas abaloadas mais compridas que um dia sem pão e com boot cut. Não valem as saias que não assentam em nenhuma parte do corpo e que rebincham e vincam por causa dos elásticos da cueca e do collant.
Não valem os blazers com os ombros em Alcoitão e a largura suficiente para levar um caloiro no bolso interior.
Nada disto vale.
Mas no entanto, é só o que se vê.
Por isso o meu segundo balanço é também negativo: no que respeita a fatos, menos que zero.

As gravatas são muito rápidas e negativas também: são do mesmo material dos fatos… Não vale a pena perder mais tempo.

A capa.
Agora sim, A CAPA.
A capa é o ex libris de um tuno.
Vou dizer-vos o que sempre me pareceu a capa: a capa sempre me pareceu aquela flanela preta que os actores e pessoas do teatro em geral compram para fazer cortinas muito baratas e/ou recriar black boxes em espaços que não o são.
Essas flanelas vendem-se ao metro e ao preço da uva mijona e estão sempre enroladas a um canto, cheias de pó e pêlos de gato ou cão. Porque os artistas são sempre animal friendly.
São o que mais abomino no mundo, as flanelas.
E nunca são lavadas.
À vista desarmada, o único upgrade de uma capa de tuno relativamente às flanelas são os emblemas.
Os emblemas são todo um estudo etnográfico, o qual se estenderia por parágrafos infinitos, mas que resumirei de forma mui mui mui leviana e em breves momentos: são emblemas, quantos mais melhor, é tudo sobre quantidade, nunca sobre qualidade e de repente tornaram-se muito divertidos e já assumem que os estudantes se embebedam e não sei quê. Têm dizeres engraçados. Como as T-shirts Fruit of the Loom que se compram no Algarve com estampados curiosos e frases à Zézé Camarinha.
A capa de um traje além de me fazer lembrar as flanelas do teatro, também me faz lembrar o Preço Certo: tem tanto galhardete como terá a colecção do Fernando Mendes.

Gostava ainda de abordar ligeiramente o calçado e de dizer que não me é possível deixar de bolsar sempre que olho para os pés de um tuno: PORQUÊ?!
Neles, sapatos de pica da Carris, nelas sapato de mulher segurança.
O comum? A biqueira quadrada e aquele tacão bem grossinho, de uns valentes 8cm2.
São de gritos.
Especialmente nelas, que os combinam sempre com um collant de vidro.
Sapatos cambados…
Calçado Guimarães?
Não me digam onde é que se compra disso, que na verdade, não quero saber…

Termino ainda com os momentos lindos que tenho na minha memória: o rapaz que toca pandeireta com todas as partes do corpo e que vai à Praça da Alegria às dez da manhã fazer demonstrações enquanto canta a mulher gorda. Os veteranos de 150 anos de idade que ainda se divertem a praxar caloiros. Os comas alcoólicos. A misoginia. As notas. O espírito académico. A cerveja choca. O orgulho em ser quem bebe mais.

A sério, prefiro o Jersey Shore: ao menos são mais musculados.

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36 Discussions on
“TUNO”
  • Lindo…. Os tunos chocaram contigo esta semana ou ja era algo pensado e que so agora houve oportunidade de exposicao!?
    É pena pois o ensino superior não é de todo “um tuno” e felizmente ha pessoas normais e livres no pensamento. Fica aqui um like para o teu post!

    • Eu sou Tuno e sou livre de pensamento. Mais lhe digo, que não me guio pelo que está escrito num Blog, muito menos quando a pessoa que escreve se auto-intitula de ignorante 🙂

  • Para mim, a pessoa que melhor escreve sobre moda, roupa e street style em Portugal és tu. Os teus posts dão me vontade de aplaudir de pé. No meio da vulgaridade em que vivemos acho importante destacar quem é excepcional. E tu és excepcional. Muito obrigada.

  • Tudo mau, mas pior pior são os sapatos delas, que é um modelo que nunca se usou e não percebo onde é que foram inventar aquilo! Se a Miuccia põe os olhos naquilo ainda cria um novo fashion statement para o próximo Inverno…

  • Com tantos problemas que o mundo atravessa neste momento, espanta.me como se focam em discutir costumes enraizados na vida académica portuguesa. Isto não passa de uma falta de respeito pela opinião e gostos dos universitários. O traje académico é representativo do orgulho de ser universitário. Percam tempo em algo produtivo para a sociedade. Criticar é fácil, mas fazer e fazer algo construtivo para a sociedade?

    • Lol beber cerveja vomitar e exibir o traje é altamente produtivo… daqui a pc é só empresas a sevuir o exemplo da tradição académica yupi. Pá tanto direito tem de haver a tuna etc como de haver este tipo de opinião, adoro os criticos que criticam a critica…

    • Lol pq praxe e costumes académicos são altamente produtivos hein… só faltavam empresas começarem a adoptar os mesmos rituais ou como preferirem chamar. Tanto livres são os académicos e as suas tunas etc como este tipo de opinião, e repara que tu estas a ser exactamente o mesmo que criticas… lol a sério já li esta reply umas 3x’s e é mesmo sem sentido.

  • Deplorável… É o mais simpático que consigo ser com a menina autora deste post.
    Podia alongar-me e explicar-lhe a tradição secular das Tunas e do Traje Académico em Portugal, e perder um bocadito do meu tempo a explicar-lhe o quão inconcebível é a sua opinião sobre a temática expressa (ponto por ponto, desde o início ao fim do seu post), mas muito sinceramente acho que a menina Joana Barros não deve passar de alguém em busca de atenção e eu não estou na disposição de lhe dar mais do que a que acabei de dar.

  • Loool é o que tenho a dizer. . . acho uma estupidez pegada o facto de tradições serem criticadas por uma questão de “moda” se é disso que este post se trata.

    Penso que quem tem uma mente pequena é quem pensa desta forma sem conhecer sobre o que está a falar. O traje académico, é como o nome diz, académico e não exclusivo de tunas, a questão de praxes, só quem no seu perfeito juízo não tiver capacidade de julgar quais são os seus limites se deixa levar pelas tristes imagens que por vezes são noticiadas.

    Este post reflecte o total desconhecimento de tradições académicas, é certo existir o lado “negro” destas tradições para quem não sabe o que está a fazer.

    o traje académico é das academias, e para que aprendas algo com este post sobre esta tradição, o traje foi implementado a quando do aparecimento das universidades portuguesas para que dentro destas não se diferenciassem as classes sociais, não criando uma divisão por exclusão social por de entre os alunos tanto existirem ricos como pobres, para que pelo menos dentro da academia todos fossem iguais.

    O traje é o principal símbolo de um estudante universitário, é o que o faz marcar a sua posição, não num ponto de vista de ser superior mas de distinguir o seu percurso escolar e académico.

    Sugiro que voltes a falar do assunto, mas que antes, faças uma pesquisa antes de falares de moda sobre uma questão de tradição.

  • Dei-me ao trabalho para ler alguns posts anteriores para tentar perceber qual o teor do blog e realmente conclui que é tão reles como o poliester que fala. Não consigo perceber a relação que foi feita entre o traje académico e as tunas..Não são só as tunas que usam trajes académicos. Aliás, comparando com o numero de alunos do ensino superior o numero de tunos é até bastante inferior (ainda bem, senão haveria mais gente em cima de palco do que público, e nós, tunos, como seres travados pelo sentimento de pertença a um grupo de acéfalos, gostamos que nos batam palmas enquando “batemos com a pandeireta em todas as partes do corpo”)…
    Ainda bem que nunca sentiu o prazer de pertencer a um grupo académico com tudo a que tem direito: praxes, excessos alcoolicos, e amizades para a vida. Acho que pessoas com postura presunçosa como esta não sobreviveriam uma semana nesse meio.
    Continue a escrever sobre collants e botins e deixe o resto para quem vive e desfruta das experiências. Nós, os socialmente sub-desenvolvidos, continuaremos a olhar para pessoas como a autora do alto dos nossos sapatos cambados e envergando as nossas camisas pouco reluzentes, mas cheias de histórias para contar.

  • é incrível o quanto cega e ignorante que uma pessoa que se auto-intitula das artes pode ser…. informação,formação e educação não faz mal a ninguém, tenho vergonha de como nasceram pessoas na mesma decada que eu que são iguais a ti, sua burra do caralho!!!

  • Sabias que a J.K. Rowling se inspirou para os livros de Harry Potter a quando da sua estadia aqui em portugal na Universidade de Coimbra? Daí os feiticeiros em Hogwarts terem uma vestimenta tão parecida e tão “nada fashion” como é o traje nacional… Na minha opinião és uma pessoa fútil e demasiado na moda para compreenderes uma tradição… Mesmo assim continua o teu “bom” trabalho, precisamos de variedade de opiniões para o mundo. Cumprimentos

  • Gosto especialmente das “palavras” crida e crido. Também gostei de teres assumido que não fizeste qualquer trabalho de pesquisa. Quando se da uma opinião, é sempre bom não se saber do que se fala. Depois queria fazer uma sugestão. Uma crónica acerca do vestuário daqueles que escrevem em blogues. Lol. Fiquei sem perceber que mal tão grande alguém de traje te fez, para perderes tempo com uma crónica tão sem “sumo”. Bastaria dizeres : não gosto de Tunas nem de trajes, e seria o mesmo. Saudações Académicas para a autora e os leitores assíduos. Bem hajam.

  • Tenho a dizer que n se deve falar sobre o que nao se sabe e tu és sem duvida o maior ignorante que eu já vi à face da terra…..

    A praxe é para quem está, e para quem vive todos os outros, como tu são peças de xadrez que mais tarde vão ser manipuladas por nós praxistas

  • “Crida”, adoro o seu sentido estético! Porque é que não comenta também o estilo pessoal dos pobres que compram no mercado municipal? Ai deixe-me adivinhar…não frequenta esses lugares não é? Que peeeena!
    Olhe “crida”, pense em dedicar-se à pesca ou à alta-costura, o que quiser. É que o seu talento para descrever pessoas que não conhece não é muito. Felizmente nem todos bebem até cair para o lado e nem todos usam o “fato” sujo e mal tratado. Sei perfeitamente o que é lavar a seco e felizmente tenho dinheiro para pagar esse serviço numa lavandaria. Mas isto deve ser uma desilusão para si, ser contrariada, não é? Como aparenta, deve ser mesmo do género de pessoas que gosta de criticar e de ficar por cima, mas não gosta de ouvir (ou ler) umas verdades. É exactamente por isso que imagino que este comentário não fique visível, mas pelo menos sei que o leu.
    “Crida” fique com Deus! Espero que Ele lhe ilumine a cabecinha!

  • ”Detesto grupos e pertenças e acredito muito sinceramente que a pertença a um grupo é o maior travão ao desenvolvimento do indivíduo enquanto ser dotado de cérebro.”
    Lá está o teu problema, frustração, aposto que tentaste entrar numa TUNA e não conseguiste ou em outro qualquer grupo. A questão é a seguinte, toda gente saber que o Associativismo é que move o mundo, seja ele, universitário, juvenil, politico, idem em aspas.
    Não sei em que mundo vives, mas no meu, no nosso, ser de uma TUNA, é alegria, são kilometros em grupo ( e como se diz em bom português, quem está mal.. muda-se) sendo assim se alguém dentro de uma tuna achar aquilo que tu achas, pode sair ( e escrever cronicas frustradas como as tuas).
    ” sempre que falei de tunas, no estrangeiro, ninguém quis acreditar.”, com esta frase mostraste ser um ser inferior no que toca ao Q.I, quase todos os países do mundo têm algo do género, ou grupos corais ou apenas instrumentais e todos os ibero-latinos têm TUNAS. E agora a parte epic fail do teu post: as TUNAS têm todas trajes diferentes, todos os caloiros das dezenas de TUNAS do país têm trajes diferentes, com significados bem diferentes.

    Xoxo, não assino, porque não em preciso de afirmar como certas pessoas.

  • Quando comecei a ler isto de forma descontraída abismei-me com o facto de tamanha estupidez estar a ser escrita aqui mas depois reparei nisto: “este post é prenhe de ignorância, porque se, na maioria dos casos, vou ler e investigar sobre aquilo de que falo, aqui fiz mesmo questão de não o fazer”.

    Agora compreendo, és só uma inculta, desprovida de vontade para tentar perceber o porquê das coisas serem assim (o que é mau… muito mau!). Os meus parabéns “Sra. Consultora de moda Engraçadinha do Ciber-Espaço”
    Disto tudo, só culpo quem quer que tenha sido a pessoa que postou o teu site no respectivo mural do facebook e me trouxe aqui. Boa escolha de cores para a página já agora. Preto e branco… tal como o traje.

    Em jeito de despedida: Preferia a revista “Caras”: é menos ridículo.

  • Através de uma partilha no FB vim parar a este site onde vejo a maior ignorância acompanhada de uma grande futilidade.

    So o comentário de moda, como o chamas, ao traje (não fato) demonstra toda uma ausência de conhecimento da origem de toda uma tradição.

    São estes pensamentos que me levam a perceber como chegamos a este ponto da sociedade.

  • Como faz gala de dizer que propositadamente não procurou saber nada sobre o assunto, aproveitando para apenas dizer mal do que desconhece ou nem sabe avaliar, dizer que só espero que não seja nenhum diplomado ou em vias disso, que fazer gala de ignorância e por-se a falar do que não sabe, só mesmo em quem não joga com o baralho todo.
    Nada do que disse revela inteligência, verdade ou honestidade.
    Você é um perfeito ignorante sobre estas matérias, mas dou desconto, pois teve a honestidade de precisamente avisar que era ignorante, mesmo que por opção (com tudo o que isso revela sobre si).

  • Bem hajam pessoas assim, que fazem artigos de opinião mas antes têm a dignidade de escrever: “Um tuno (e este post é prenhe de ignorância, porque se, na maioria dos casos, vou ler e investigar sobre aquilo de que falo, aqui fiz mesmo questão de não o fazer)” – Ao início fiquei algo chocado com a “crónica”. Mas mal vi a foto da autora acalmei 🙂 Muita sorte para o teu “blog”. Já agora, e que tal falar de um tema em que tenha verdadeiro conhecimento de causa? Eu já pensei fazer um blog de moda, mas como não percebo nada desse assunto, limito-me a falar sobre o que sei (acho mais lógico)… lol

  • Acho muito bem que venhas exprimir a tua opinião mesmo sendo negativa mas ainda assim antes de escreveres o quer que seja informa-te das coisas pois tens aí muita coisa errada… Tenho pena que passes esta má imagem da Praxe, faço parte dela e ainda hoje não me arrependo nada de ter entrado, passei e ainda passo grandes momentos por fazer parte desta grande Família. Sim, disse Família e é assim que pode ser tratada mas nem toda gente entende isso por não perceber o espírito praxístico que existe e que vai muito mais além de “praxar caloiros”… Não espero que mudes a tua opinião com isto mas sim que respeites quem faz parte desta tradição à qual chamamos de Praxe.

  • Dito isto, ninguém faz o tuning (movimentos corporais produzidos e reproduzidos pelas gentes trajadas das piores flanelas do l’ombelico del mundo) como tu. Ou como eu. E isso tudo ficou provado por breves segundos no sábado passado.
    Hasta aí caradjo *

  • Quer me parecer que estás mais aqui a falar de moda do que propriamente qual o significado do traje em si e da tradição académica que envolve.. faz me pensar que nunca foste bem integrada numa praxe, que nunca nenhuma tuna te cantou uma serenata e que a tua preocupação sempre foi em olhar para estes pequenos pormenores que tu mencionas.
    É deveras lamentável a tua filosofia sobre tunos e tunas sem sequer explicares a essência do traje, o porquê de se tratar de um “fato com camisa ” como tu referes e de onde surgiu.

  • Engraçado eu fui praxísta e no entanto acabei o curso com distinção, não bebo e nunca fiz praxes humilhantes que não me fosse capaz de me submeter a elas se os papéis fossem invertidos. Ninguém entra na praxe sendo obrigado e qualquer um pode sair quando entender. O meu grupo de colegas da faculdade era composto por pessoas da praxe e pessoas anti-praxe e sempre respeitei as ideias de cada um assim como também respeito a tua. Só acho que as pessoas antes de comentar as coisas devem experimentar os dois lados e não apenas estar num a falar e julgar que todos somos iguais por fazermos parte de algo.

  • Quando falamos de um traje académico, falamos de tradição, tradição essa que para muitos não tem qualquer valor (e eu respeito), mas para outros faz todo o sentido. Um traje académico é a vivência de um tempo, partilha de experiências! Um traje académico, vai muito para além da moda, não é moda, não andamos com o traje porque é bonito, ou porque é um traje da marques soares ou de outra marca qualquer. Vestimos o traje pela sua simbologia. Os seus comentários, do meu ponto de vista, são desnecessários, fúteis e de uma pessoa que não sabe nada do que fala.

  • É estranho, porque com o seu gosto para sapatos (post intitulado “39”, de Abril 2013) diria que ia adorar ter uns sapatos de traje!
    Então esse cabelinho azul cueca é só estilo, a Crida 🙂

    Continue o seu bom trabalho para abolir o poliéster dos trajes académicos, olhe, desenhe um traje académico novo, assim cheio de estilo como a Crida!

  • Acabei de perder 5 minutos da minha vida a ler esta treta… Por amor da Santíssima Crida… O BB Vip é bastante mais cultural do que uma miúda com uma patologia social grave.

  • realmente nota-se mesmo que nunca foste de uma tuna e nao sabes dar valor a um grupo e uma família como uma tuna é. porque além do traje e da praxe há outros valores que ou se aprendem em tuna ou só muito mais tarde quando tiveres uma vida profissional e aí acredita , se eu estiver no mesmo lugar que tu e tiver sido de uma tuna talvez me escolham por esse mesmo facto ( sim é verdade já aconteceu ). por isso antes de escreveres este tipo de coisas acho que primeiro te deverias informar melhor porque, entre outras , a do Harry Potter é o auge da ignorância praxística.
    Tenho dito.

  • Em primeiro lugar acho que és uma pessoa de espírito fraco! Sou elemento de uma tuna, mas venho de uma cidade que infelizmente já não tem universidade mas consegue que duas tunas se mantenham vivas. E posso dizer, que a minha família apoia tunas, não que algum fosse membro de uma tuna. Aparentemente a primeira a ingressar num projecto deste tipo fui eu. Mas tenho de te dizer que não sabes do que falas, peço desculpa, mas estas a falar sem fontes que justifiquem as tuas palavras. Não, não leste nada! Nem sequer sabes o que são tunas!
    Não podes falar de um assunto se nem sequer estudar ou pesquisar sobre ele. E tenho te a dizer que não o fizeste. Baseaste-te em factos e em conceitos pré-concebidos de pessoas frustradas que provavelmente foram anti praxe e perderam assim vivências únicas dos melhores anos das suas vidas.
    Ninguém é com isto obrigado a estar numa tuna. Mas não sabes, nem sequer te preocupas-te em compreender o que é ser tuno ou o que é pertencer a uma tuna.
    Ser tuno não é uma coisa explicável em três palavras. Não basta cantar FRA’s, tocar castanholas e vestir um traje para ser tuno, ser tuno é um estado de alma, é a crença numa forma de vida, é uma postura única no seio da universidade, ser tuno é criar um sentimento diferente, isto altera a vivência de uma pessoa. Ser tuno é estar disposto a transmitir conhecimento. Eu costumo ter este ponto de vista, há pessoa que gostam de touradas, eu gosto de tunas e então ser tuno passa por ter gosto por ensinar, gosto pelas tradições, gosto pela praxe porque na tuna é o elemento pelo qual se percebe o que é ser tuno, é reunir um conjunto de vivências. Não tem uma explicação física, é um sentimento, é uma coisa que se apreende.
    Se no meio destas palavras bonitas não existem coisas negativas nas tunas? Claro que existem! A tuna pode vir a prejudicar os estudos, é preciso ter uma boa gestão de tempo. Para não falar que os atritos que surgem, mas que são normais, podem esgotar a paciência a uma pessoa.
    Mas garanto-te que os aspectos positivos suportam imediatamente os negativos, na tuna aprende-se música e é música portuguesa, que é um estilo de música que normalmente a geração mais nova não ouve e na tuna perpetuamos isso um bocado, acaba por ser um alimento para a cultura geral. Adquire-se organização, espírito de equipa, entreajuda, sentimento de responsabilidade, liderança, competências de comunicação, etc.
    No ensino superior os alunos estão a ser formados para integrar o mercado de trabalho, aprendendo a ser responsáveis e adquirindo conhecimentos. Certamente muitos alunos se deixam levar pelo convívio, deixando por vezes os estudos para segundo plano. Tal como ao longo dos anos de ensino obrigatório têm à sua disponibilidade várias actividades extra curriculares, uma delas são as Tunas. Estudos sobre as actividades extra curriculares mostram que os alunos que participam nestas actividades apresentam um melhor desempenho académico.
    E aproveita para ler http://expresso.sapo.pt/como-a-tuna-da-universidade-pode-influenciar-o-futuro=f778618, porque naturalmente não sabes sobre o que estas a escrever.
    E antes que me esqueça! Não digas que no estrangeiro olham com cara estranha para ti porque existem tunas no estrangeiro sim! Suiça, França, Holanda, Porto Rico, Canadá etc e a “tuna” começa a ser um termo e um tipo de musica e grupo conhecidos também lá fora.

  • É verdade que os trajes são do chinês, mas comprar um fato bom para ser usado 5 ou 6 anos seria extravagante. Mas uma capa dá um estilo do caraças, tenho a dizer.

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