Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

IF U R @ the BARRR

TRASHÉDIA x STOLICHNAYA @#ModaLisboaTHETIMERS – dia 1

Encarem os posts dos próximos dias como uma forma super divertida e descontraída de viver o evento ModaLisboa, que existe durante todo o ano enquanto associação que não descansa, mas que apenas se mostra duas vezes.
Parece complicado perceber, mas não é: Assim motivos para se receberem presentes ao longo do ano, quais são? O Natal e o aniversário, não é?
A lógica é semelhante.

Este ano estou muito mais no evento ModaLisboa do que alguma vez tive, e isso está a divertir-me muito.
Porque é de facto divertido fazer parte de coisas que gostamos e pelas quais nos interessamos.
É bom de parte a parte, é assim quentinho de bom!

Arrancou hoje a edição SS16 The Timers da ModaLisboa, e a convite da Stolichnaya, Stoli para os amigos, estarei a perceber o que é que se passa e a ver gente gira e a tentar encontrar coisas que me façam olhar de forma crítica (construtiva ou não) para além dos desfiles e do que o pessoal tenta muitíssimo.
Este ano há uma franca melhoria na zona do bar, muitíssimo importante porque é lá que vamos passar muito tempo, que é coomo quem diz timers, que é o facto deste ser um balcão comprido e corrido ao fundo do recinto e não um corner-corredor-em-caracol-quadrado, também ele ao fundo do mesmo recinto, mas muito mais inacessível. A ideia das zonas VIP é para mim tão bizarra que só esta coisa de ver um balcão lá ao fundo, seja do que for, mesmo que só tivesse água em copos de shot, era por si só, óptima. Tudo misturado!!! <3 <3 <3
Com uma cabine de DJ para a enorme Xana Guerra estar ali a curtir e a fazer som do alto das suas sweatshits e óculos de ver Tom Ford, posso garantir desde já que se adivinham dois dias lendários por aquelas paragens do bar lá do fundo do Páteo da Galé!
Mas, e porque isto é, a meu ver, absolutamente essencial especialmente tendo em conta que o dia hoje foi o primeiro, logo muito envergonhado, achei que talvez pudesse ser útil deixar-vos com algumas dicas sobre como lidar com o bar num certame do social.

  1. Nunca por nunca, a sério, por favor não façam uma coisa destas porque é só criminoso, vão a correr para o bar, quer tenham vindo da rua cheios de sede de uma bebida, género preciso de uma bebida para conseguir aguentar isto (o espírito é precisamente o oposto, ok?), quer tenham vindo de um desfile que vos perturbou pelas melhores ou piores razões, ou quer tenham acabado de vir da fila da casa de banho. Pessoas Lindas, há e haverá bar para toda a gente, porque é bar aberto e o conceito adoptado, seja qual for a marca que abre o bar, nunca é deixar que o álcoól acabe, porque isso dá um péssimo aspecto; por isso, já sabem, conselho número 1. não corram para o bar, porque nada justifica essa corrida.modalxdia1-13
  2. Mesmo sabendo (como na música do outro) que se demora imenso tempo a conseguir agarrar um copo cheio de álcoól e gelo e mais algum atenuante lá dentro, é de péssimo tom pedir dez copos e vir com as mãos ocupadas. Por vários motivos, sendo que um dos mais importantes é o péssimo aspecto que essa figura dá tendo em linha de conta que no social não há código deontológico que vos valha e os comentários são capazes de vos dar cabo da reputação; outro motivo importante é pensar que, por exemplo, em cada ida ao bar há mais um milhão de oportunidades de ver e percepcionar novas pessoas, coisas, outfits, ouvir restos de conversas… E isso é só tipo… Incrível; pensem também que com as vossas mãos a fazer de bandeja não há espaço para sacar do smartphone e cuscar o que é que se está a passar mesmo ao vosso lado, mas que também está já filtrado e pronto a interpretar e consumir no Instagram; e um dos motivos mais geniais de todos é que esse comportamento de risco relacionado com o abuso das quantidades pode gerar animosidade por parte do pessoal do bar, e pior, pode passar a ideia de que não bebem há mil anos e quem tem sede bebe água, não bebe vodka, né? Por isso já sabem, conselho número 2. desprezem elegantemente o excelente e excedente serviço de bar e consumam-no como se estivessem a pagar e não a beber à pala.
  3. Não se armem em importantes e não queiram passar à frente de ninguém. Nem vou desenvolver muito este tema, porque essa ideia da supermacia do eu face ao próximo é só demasiado triste e parece que continua a ser tendência nas andanças da Moda. WRONG.
  4. Sejam eficazes no vosso ataque ao balcão. Sejam drones. Planeiem a ida, vão, não se percam na conversa ou a escolher ou a fazer coisas criativas com as palhinhas ou a pedir o que não há porque pura e simplesmente o bar maravilhoso que vos está a servir de happy pill nestes dias é uma coisa pop-up com recursos limitados. Vão, abasteçam-se educadamente, voltem. Super simples. Portanto sim, conselho número 4., sejam normcore na vossa abordagem ao bar. modalxdia1-10
  5. Serve para a zona do bar e adjacentes, porque isto é e pode gerar possíveis consequências desastrosas: não entornem bebidas. Há imensos saltos altos. Agulha. Comprados expressamente para a ocasião. Esses sapatos têm solas pouquíssimo trabalhadas pelos pés que os envergam e são assim uma espécie de bombas-relógio-barra-armas nestas ocasiões. Ainda por cima quando em contacto com um chão de mármore, que ainda assim é melhor que a calçada portuguesa, mas que de qualquer das formas, molhada, é um ringue de patinagem. Sabemos, porque sabemos, que os copos que contêm gelo pingam umas águinhas, mas com o calor humano, essas águinhas secam. Agora, um copo todo devassado naquele chão é um perigo eminente. PIOR: é uma mina anti-pessoal. E ninguém quer isso. Por isso, conselho número cinco, é de evitar fazer como a Inês Brasil aquilo do cabelo prum lado, corpinho pruoutro: olhos bem abertos, sobranceiros, quentes para as fotos, frios e calculistas para a próxima passada.
  6. O bar é todo espelhado, mas não se vejam ao espelho, por favor. É só ridículo. modalxdia1-9
  7. Se não conseguirem logo uma bebida porque a massa humana é intransponível e querem muito ir ver o desfile a seguir, não há motivo para alarme! – Espectáculo que é espectáculo, atrasa-se, e em bom rigor, um desfile é um espectáculo, pelo que… É muito provável que se atrase! É nessa altura, na altura em que está tudo outra vez a fazer uma fila para outra coisa, que neste caso será o acesso ao espaço do desfile, que vocês, os que não conseguiram chegar a tempo de pegar um drink, vão poder fazê-lo like a bawss! Conselho número sete, tipo, o último, quem ri por último, ri melhor!

Para terminar, e porque eu sei que é duro, mas tem de ser, ser-se um pouco abrutalhado/a no approach ao bar também se aprecia, porque destoa e cria ali uma dicotomia qualquer que nos leva para outros caminhos.
Pedir mil bebidas ao mesmo tempo é super fixe se se for um grande trasher e se for o último dia antes do último desfile, ou se estiver tudo num desfile e vocês estiverem sozinhos no bar. Há um certo encanto nessa solidão num bar. Seja ele qual for.
Há sempre excepções, mas a sensibilidade sem bom senso, é poesia.

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