Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

#OOTD 12 – CAR<3T

Uma dúzia de #ootd merece um #ootd em que uma pessoa explore essa belíssima ideia da versatilidade, não é?
Imaginem então aqueles moodboards das revistas, em que se incita a leitora a investir numa peça e que depois a ensinam a combinar essa peça com mais coisas?
Ora bem, é para isso que cá estamos hoje – imaginem!

A peça central aqui são uns calções da Carhartt WIP, de homem, disponíveis para compra aqui.
Estes calções, a estarem no meu armário, seriam aquela peça que não dispo nunca. Tipo nunca. A minha sorte é que no tempo assim quentucho aproveito os quatro mil calções do meu Marido, já moles e de colecções super antigas que ninguém tem, e sou super feliz. Ele não muito, porque às vezes quer usá-los e não pode… Rsrsrrsrsrsrsrsrss!!! (que é tipo rir como o Mutley das Wacky Races)
Uma pessoa com uns calções destes está super orientada para as estações quentes: são práticos, frescos, não mostram zonas da perna que uma pessoa não quer, não são apertados, e são facilmente combináveis com o que quisermos.
Isto é teoria, porque é assim: se tem um estampado essencial, então é porque funciona como uma base sobre a qual se pode construir.
Super simples.

No caso do primeiro coordenado, temos aqui uma camisa incrível, que é da Lacoste L!ive, que ajuda muito a pessoa naqueles dias em que ainda não está esse calor todo, mas que queremos muito abandonar tudo. É um coordenado tipo Paris Fashion Week, super está frio no hemisfério norte do corpo e calor no hemisfério sul do corpo. Como podem calcular, a camisa com o casaquinho aconchega muito bem a pessoa, e como estamos a falar de tecidos simpáticos e frescos, mesmo que o sol abra muito e aqueça imenso, também não corremos o risco de morrer assadas.
É tranquilo.
Este casaco comprido, também da Carhartt WIP é aquilo a que a minha Avó chamaria uma “libita”: não aquece, só protege. E rege-se pela mesma regra dos calções: dá com tudo.

Devo dizer-vos que o workwear da Carhartt, WIP ou não WIP, vale imensamente a pena: é resistente, cómodo e nunca passa de moda, não fica ruço e pode ir à máquina, porque foi festo precisamente para isso. E isso é? – Óptimo!

Aqui neste caso do primeiro coordenado, temos uns óculos da Gucci super hiper inspirados na cena pin up, em madrepérola, absolutamente geniais, que poderiam ser meus, só que não são.
Os que eu tenho nesta linha são mesmo de há mais de sete décadas, datam dos anos quarenta, e vieram até à minha mão a voar, no meio de outros objectos também muito especiais e muito antigos, numa herança. São de madrepérola daquela mesmo a sério, pesada, e nem sequer têm marca. Só que não dão para usar, porque seria um crime. Fazem parte do meu MVSEVM de objectos pessoal.
Estes óculos aqui da Gucci são ideais para todas as ocasiões, com um batom e um grande chapéu. O que me leva a crer que essas ocasiões de batom e grande chapéu são tipo… no Verão, não é?

A atravessar ambos os coordenados, uma sandálias também Gucci, que comprei nuns hiper mega saldos porque me lembrei que uma sandália de saltinho-inho num tom nude era capaz de ser um bom investimento, daqueles versáteis que nunca nos deixam ficar mal.
E não me enganei: o saltinho até permite que a pessoa seja Mãe e consiga correr atrás do Bebé, pelas ruas de Lisboa. E também permite ir de transportes para uma reunião sem ter de levar sapatos suplentes, ou até mesmo ir a pé, vá, no extremo da loucura.
São belíssimas para de noite e para de dia e para o lusco-fusco.

No outro coordenado, que me parece a mim muito Jarvis Cocker, a equação reduz-se ao básico.
Le basic.
Sabem?
Com um pólo simplicíssimo. Da Gant, linha Diamond G.
Sendo que tenho o pior talento da Terra para escolher partes de cima (para mim tudo é válido com uma T-shirt branca, quanto mais podre melhor, e isso não pode ser uma teoria a partir de uma determinada idade… ou pode?!), quando vi este pólo pensei que precisava dele, porque era daquelas peças que dá com tudo e que eleva automaticamente a pessoa.
Faz-me lembrar imenso os pólos jazz dos anos sessenta e setenta, e foi por isso que lhe deitei a mão na Showpress.
Mas não consigo encontrar o dito cujo para compra, online. E isso é um transtorno.
Este pólo tem um toque maravilhoso, uma queda inacreditável, é super confortável e eu também tenho de descobrir onde é que se compra, porque eu própria preciso de um tipo… Para daqui a um mês, porque não tarda já dá para sair aí pelo mundo de braços ao léu.
Depois a cor é rica e forte, sem ser impositiva.
Para mim este pólo é dourado e eu senti imenso que tudo o que fizesse com ele era super fixe.
Preciso dele.

Rematamos – como não? – com aquela ideia de que isto é tipo Jarvis Cocker, porque estes óculos da Gucci também podem remeter para o Joaquim Monchique a fazer de Amália ou para todas as meninas e meninos que adoram o Universo do sótão da Avó e o realismo mágico sul americano.
São lindos.
Fazem-me lembrar quando destruí todas as minhas poupanças de adolescente num par de óculos de sol demasiado tudo para a minha idade. Eram e são lindos, porque ainda existem, só que são Armani.
Estes Gucci de lentes translúcidas amarelas puseram-me numa piscina com colarinhos até aos sovacos e cabelos caídos em cascatas, sapatos de plataforma e calças à boca de sino. Puseram-me no local exacto de onde saem todas as colecções da Gucci desde que  que o Crido Alessandro Michele se sentou no trono da marca italiana. É tudo em retro, não importa a década, porque vai sempre resultar.
É tudo to die for.
E parece-me super bem.
Se repararem, nas fotos, estou a fumar em modo air smoking.
Porque fumar, para mim, também é de época.

Fotografias inacreditáveis do meu Marido Inacreditável e Glorioso, Carlos Pinto @carlospintophoto | Cabelo e makeup meus, claro, porque são os que resultam muito melhor que os outros, porque é tipo, simples e natural

Look 1
Óculos Gucci | Camisa Lacoste L!VE | Calções Carharttt WIP | Casaco Carhartt WIP | Sandálias Gucci

Look 2
Óculos Gucci |Pólo Gant Diamond G | Calções Carhartt WIP | Sandálias Gucci

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