Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

#OOTD 13 | PEREGRINAÇÔUM

Nem de propósito conseguiria acertar o #ootd 13 com o 13 de Maio numa Sexta-Feira 13.
E leiam isto tudo sempre a dizer “trêulze” para dentro, ok?
Soa mais cómico.

Podia ser a Peregrinação do Fernão Mendes Pinto, a Peregrinação ao Santuário de Fátima típica do dia de hoje, mas trato apenas de uma peregrinação quotidiana: ir ao supermercado.
Eu adoro.
Adoro ir ao supermercado e descobrir lugares (no Alentejo chama-se lugares às mercearias), mini-mercados, mercearias, frutarias e espaços comerciais de venda de perecíveis em geral.
Por isso, quando nos concentrámos na ideia de deixar de fazer #ootd em estúdio e o meu Marido me encarregou de pensar em locais, comecei por supermercados, porque os adoro e porque se há espaço comercial verdadeiramente visitado por mim, são supermercados. Além de que têm sempre imensa cor e vida e fazem parte do quotidiano tangível de uma pessoa qualquer. Além de que uma pessoa pode visitar supermercados em qualquer preparo, que nunca ninguém nota. Seja de pijama, seja toda montada. Porque nos falta sempre alguma coisa, nesta vida de sociedade de consumo, não é?
Este espaço em que se passa o #ootd de hoje é inacreditável e tem uma selecção de produtos melhor e mais vasta que a do supermercado do El Corte Inglès.
Verdade verdadeira.
E eu amo o supermercado do El Corte Inglès – atenção!

Esta é a altura do ano em que começa a haver mais variedade de frutas para comprar, e eis-me aqui a escolher um pêssego – tão bom! – uma das minhas descobertas da gravidez. Acho que até escrevi uma ode aos pêssegos e à complexidade do seu sabor, da sua textura. Quando estava grávida chegava a comer meia dúzia de pêssegos por dia e lembro-me perfeitamente de quando se acabou o Verão e se acabaram os pêssegos e eu continuava grávida, da minha tristeza, perante maçãs ou pêras, género… Humpf… Se fossem pêssegos!…
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Adiante.
Estamos naquela altura do ano em que, se por um lado há pêssegos, complexos em sabor e textura, por outro há chuva e sol e trovoada e arco-íris e dez graus de manhã e vinte e nove se o sol abrir. É impossível uma pessoa saber o que vestir, saber vestir-se, ou acertar num outfit para fazer seja o que for. Esta é a altura do ano em que toda a gente erra categoricamente, all the time. Não há volta a dar, não há remédio, só há erros. Uns atrás dos outros.
Com meias? Sem meias? Com casaco? Sem casaco? Mala grande ou mala pequena? Se tiver de levar uma gabardine ou dez mudas de roupa a antever as dez molhas que apanhar…? E o que é que é melhor: botas ou chinelos? As botas sempre protegem o pé, mas também o aquecem… Já no caso dos chinelos, uma pessoa molha o pé, mas depois também o seca logo com a jarda de sol que surge depois de dissipadas as nuvens, não é?

(Este som está aqui pelo clima e por como se deve reagir a ele: com leveza e alegria, mas também pela Babicha, que cumpre hoje primaveras e que me viciou no Jorge Ben – estão a ver? Mais uma coisa do “trêulze”!!!)

O ideal para esta altura do ano é pensar num pêssego e na sua complexidade na hora de vestir: misturar Verão e Inverno resulta sempre e diverte muitíssimo!
Um vestido de Verão com um casaco leve, uma gabardine enrolada na mala, botas e meias sem collants, e a pessoa está óptima. Também tenho a ideia de que com este tempo o melhor é não usar maquilhagem, muito menos máscara, porque se se der o caso da tromba d’água connosco na rua, esborrata-se tudo, não é? Se quando choramos escorre a máscara, imaginem quando o céu chora!… unnamed1 3
Frente e verso.
Aqui muito simplesmente, um conjunto que resulta apenas quando o tempo está instável: vestido com casaco de ganga, botas com peúgas e uma malinha nem XL nem XS para levar a tal gabardina toda enroladinha lá dentro.
Batom. Daqueles que não saem, se quiserem maquilhagem.
Simples, eficaz, digno para qualquer ocasião, confortável.

O casaco de ganga Levi’s, simples e básico, clássico intemporal | O vestido Boutique Moschino, numa cor apenas, ali com um folhinho também muito discreto, ideal para qualquer ocasião, se isto fosse numa revista eu estava agora a sugerir uma sandália em strass para um look de noite e um blazer seca para um look de escritório, não era? Mas como isto não é uma revista, estamos safas! | As peúgas brancas, um clássico básico meu, que podem encontrar em qualquer parte | A carteira também é Boutique Moschino e faz-me lembrar aquele momento dos anos noventa em que adorámos os sixties e os malmequeres e a Mary Quant, lembram-se? Quero muito esta carteira, de preferência em amarelo, que é a minha cor favorita, mas que em preto também é bela e está disponível na MyGod, no Porto! | Os botins Charlotte Olympia, que namorei milénios e que, por fim, foram meus, ensinaram-me mesmo a sério a lição do saber esperar, que é uma coisa… Bom… Estranha.

As fotografias são do meu Marido, esse Homem Maravilhoso e Inacreditável que eu Amo, Carlos Pinto @carlospintophoto
Peças Boutique Moschino da MyGod, no Porto

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