Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

#OOTD 3

Ora aqui está um outfit super Joana Barrios, que é como dizem as minhas amigas que me conhecem.
Este é, de facto, um conjunto que visto sem pestanejar para fazer qualquer coisa: ir só ali ao lugar comprar uns espinafres, brincar no parque, ir trabalhar ou passar no cocktail de sabe Deus.
É aquilo a que chamo uma fórmula resultona. É o outfit que dá mesmo para dizer: estava assim em casa e vim só aqui (preencher ao V. gosto)_______________________.

A saia, de inspiração 40’s 50’s, lá está, com uma bela cintura definida e um comprimento que permite à pessoa sentar-se de forma confortável, sem estar permanentemente preocupada se se nos está a escapar mais pele do que aquela que nos apetece mostrar, com bolsos para guardar lencinhos ou troquinhos para o gelado, e assim ampla, com uma roda bonita. Tudo em compostas.
A Joana Barrios gosta muito deste género de saias porquê? Porque como tem a mania que tem a anca larga, acha muito conveniente ter uma peça de roupa que concentra o máximo da atenção para a cintura, que tem estreita. Além de que a cintura é a parte do corpo mais incrível da Mulher, onde se concentra tudo: da força à plenitude biológica.
Viva a Cintura!
VIVA!
Depois a Joana gosta muito de usar estas saias com partes de cima antagónicas, isto é, que proporcionem volumetria que corta a outra volumetria, daí a Joana ter optado por uma camisa larga, em vez de um top justo ou de uma coisa mais cintada.
– Então mas a saia tem cintura e depois a camisa tapa a cintura?
Precisamente. Responderia a Joana.
A Joana acha muito que isso resulta e há quem corrobore a sua sugestão de silhueta bidão com a desculpa de que a Joana é alta, pode.
A escolha de padrões em registo salsada também é um recurso muito comum na Joana, que acredita mais na harmonia do volume e da forma, que na harmonia dos padrões: quadrados com quadrados, sendo que os da camisa são mais a dar prós atoalhados e os da saia são mais a dar pró pied-de-poule, só que não.
E a Joana, que tem sempre frio, vai sempre buscar um casaquinho de ganga, porque o casaquinho de ganga é uma arma mortífera, na opinião modesta da Joana.
A saber: ao ser um clássico, o casaquinho de ganga confere uma intemporalidade inegável a todos os conjuntos. E para a Joana o casaquinho de ganga é tão mais válido quanto mais genuíno for: não valem os que não forem feitos por quem os sabe fazer; valem os da Levi’s, os da Lee e os da Wrangler. De preferência vintage. A Joana tem vários casaquinhos de ganga, com vários cortes diferentes e estados de decomposição, também, e quando se atira para este género de silhueta bar desconstruída, a Joana usa sempre este casaquinho da Wrangler, porque é o mais curto e o que mais converge para a tal ideia de cintura que se enunciou aí algures em cima.
Os bolsos da saia mais os do casaquinho dispensam amplamente a necessidade de usar mala – ou carteira – coisa que a Joana, sempre que pode não usar, não usa. Reduz-se a carga, os bolsos trabalham e a Joana agradece.
Aqui, por exemplo, nestas fotos, a Joana aparece com vários sapatos diferentes, coisa que lhe acontece muito na vida real, a indecisão na escolha dos sapatos. Numa situação comum, a Joana optaria pelo clássico Vans Era ou então por uns creepers encarnados com pele de zebra, velhíssimos, que possui. No entanto, como isto era para o blogue e era fixe fazer tipo, produção, a Joana calçou várias opções sem ter gostado assim muito muito de nenhuma.

New Trashedia 9Aqui a Joana, hein? Camisinha abotoada até acima, outro clássico, porque ela acha que se tem botões, é para abotoar! As mangas arregaçadas, porque entre pulsos e tornozelos, entra frio mas transpira-se elegância. O sapato com um salto moderado que eleva o tornozelo e consequentemente a anca just enough para a silhueta estar capaz de mostrar tudo o que se teorizou nas linhas acima, e já agora também para a pessoa poder caminhar rua fora, não?

New Trashedia 11Aqui nesta, por exemplo, a Joana, giríssima, dá um uso criativo a um color check, uma coisa que parece um livro de plástico, mas que serve para calibrar tons de pele e que os fotógrafos pedem às modelos que coloquem ao pé das suas caras quando fazem luzes. Aqui a Joana está a usar um modelo vintage Stuart Weitzman, em cor toupeira, que também usa imenso. Atenção ao pézinho direito, tão bonito.
New Trashedia 12Joana aqui, muito querida, com aquele pézinho cruzado à frente que as Senhoras fazem sempre quando posam para a fotografia, mas a correr-lhe claramente mal. Aqui com uma sandália Prada, que usa imenso em imensas ocasiões, porque o dourado é outro dos clássicos hiper-versáteis, para a Joana.

O casaco de ganga é da Wrangler, meu, vintage, a camisa é Hoss Intropia, a saia é Twin-Set by Simona Barbieri e depois os sapatos cinzentos são vintage Stuart Weitzman e as sandálias compensadas douradas são Prada.
A fotografia é do meu Amor Maior Carlos Pinto (@carlospintophoto), o cabelo é da Ana Fernandes | GriffeHairstyle (salvo seja, que o cabelo é meu!) e a makeup é da Sandra Melo (@sandra_melo_makeup) (os produtos são dela, mas a cara é minha!).

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