Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

SHAMING

Estava eu ainda bastante grávida, fui com o meu Marido almoçar uma salada de batata com tiras de frango panadas ao Kaffehaus.
Sentámo-nos, pedimos e pouco tempo depois entrou uma Senhora com um carrinho de Bebé e um Bebé muito Bebé.
O tempo ainda estava quente e só me lembro da fome que tinha, do Bebé muito Bebé e da Senhora.
A dada altura o Bebé também ficou cheio de fome e a Senhora, sentada num dos bancos corridos do Kaffehaus, tirou o Bebé do carrinho e pô-lo a mamar. Com a fralda branca imaculada presa no ombro, a cobrir elegantemente o seu peito e a cabeça do Bebé, e emoldurada pelos pósteres infinitos que estão pendurados naquela parede, a Romi Schneider ao lado dela era uma Maria ninguém.. No meio de um serviço de almoço muito movimentado, tudo ali naquele canto era serenidade.
E eu, gravidíssima que estava, não fui capaz de não me imaginar, daí a nada, num acto semelhante na minha bolha, grande o suficiente para cabermos os três.

Acontece que não.
E serve este post para partilhar convosco toda a minha experiência de proto-frustração, não tivesse eu a sorte de estar rodeada de gente lúcida e sensata.

Da mesma forma que nos estamos a lembrar permanentemente que todas somos diferentes, que os nossos corpos, morfologias e metabolismos são todos próprios de cada uma de nós, também deveriam lembrar todas as Grávidas e futuras Mães que o mesmo se passa com elas e com os seus Bebés.
As diferenças na gravidez são uma das coisas mais importantes para tranquilizar as Grávidas, que ninguém explica.
Por exemplo, eu nunca enjoei, sou imune à toxoplasmose, os pés nunca me incharam e só tive azia nas duas últimas semanas. Cumpria um plano alimentar variado e muito rico, bem regrado, sem doces ou comida processada, e a dada altura mandaram-me vir para casa comer carne e peixe ao almoço e ao jantar.
As diferenças são tantas, que é mesmo importante pensar que os valores em que toda a gente se baseia são estimativas e que há excepções à regra. Assustaram-me muito sem necessidade ou grande razão, e uma gravidez que sempre foi vivida com alegria e leveza, teve uns dias de agonia perfeitamente dispensáveis.

Pronto, o que eu mais queria era um parto natural e seis meses de amamentação, tudo em felicidade extrema, simbiose Mãe e Filha, etc etc etc.
Acontece que não.
Na consulta das 38 semanas, a minha Bebé estava sentada e tinha muito pouco líquido, pelo que teve de sair de cesariana no dia seguinte. Com a cesariana lá se foi o meu desejo da surpresa das águas rebentadas: sem água, não se rebentaria nada!… e do parto natural!… Ao menos como soube que tinha de ter a minha Filha com umas dezoito horas de antecedência, foi como se fosse uma surpresa muito surpreendente. Faz de conta!…

Segue-se a amamentação, que até há uma semana e meia, era um terror.

Uma das coisas mais frustrantes foi perceber que, por muito que me dedicasse à amamentação (e acreditem que me dediquei), o meu corpo não correspondia às necessidades da minha Filha. Desde comer tudo o que dizem as Mães a Avós que faz produzir muito leite, a aguentar feridas e outro tipo de lesões nos mamilos, à bomba e até à magnífica mastite, fiz de tudo para que a minha Filha pudesse mamar como manda a sapatilha e como tinha idealizado.
Não deu.
Mas eu sempre a insistir.
E no dia em que a minha Avó de 88 anos veio ver a sua bisneta e me viu tristíssima e angustiada antes da hora da mama, não fosse não ter leite, olhou para mim e disse:
– Oh, Filha, os tempos são outros! Não come da mama, dá-lhe o leitinho, que eles crescem na mesma e tu aproveitas o tempo para gozar a tua filha, sempre feliz.
Não tivesse sido a minha Avó, ainda estava hoje a chorar e a comer nos intervalos e a morder coisas cada vez que punha a minha Filha a comer!…

No dia seguinte tinha consulta no Centro de Saúde e informei a Enfermeira de Saúde Infantil que a minha Filha bebia leite quando eu não conseguia dar-lhe de mamar.
Foi um escândalo, porque dar de mamar é que é.
E eu, carregadinha de hormonas e frustrações por não conseguir dar de mamar tal como queria, expliquei toda a saga desde o parto até à data.
Mesmo após o relato de um horror que pode influenciar muitíssimo a relação entre a Mãe e o Bebé (não é preciso ser-se muito esperto ou ler muitos livros e ir a muitas sessões de pré-mamãs para perceber isto…), foi-me recomendado que continuasse a tentar amamentar.
E continuei.
Até destruir o meu peito e dar por mim cheia de febre, provocada pela dita mastite e, mesmo com as maminhas em chaga, perante a Médica que me atendeu nas Urgências, tive de ouvir mais um chorrilho de comentários negativos face à minha incapacidade de amamentar e necessidade de passar à próxima fase, a do leitinho da latinha e da águinha fervida.

Em inglês, a isto chamar-se-ia Breastfeeding Shaming.
Em português, não tem nome.

Mesmo com a “aprovação” da minha Avó, com o excelente apoio do meu Marido e com uma preciosa ajuda da minha Mãe, resisti muito a sentir-me confortável com os biberões e o leite da lata.
Tudo porque existe uma grande pressão para que se amamentem os Bebés, sem existir nenhuma espécie de acompanhamento por parte de quem critica quem não consegue amamentar, facto que torna tudo isto muito kafkiano:
Quem não quiser pagar um curso de preparação pré-parto (o meu caso), não tem, hoje em dia, ninguém em nenhum serviço a explicar rigorosamente nada sobre aquilo que toda a gente quer que façamos: amamentar. Porque amamentar é uma questão quadrada e fundamentalista nos dias que correm. Como diria a Heidi Klum, mas adaptado à amamentação, “one day you’re in, and the next day, you’re out“.
Kafkiano porquê?
Porque esperam que façamos uma coisa que ninguém ensina. É como um serviço público qualquer, só que com pessoas acabadas de renascer e pessoas acabadas de nascer.
De mudar uma fralda a pôr a maminha na boca do Bebé, a pôr o Bebé a arrotar, ninguém vem explicar nada. Ninguém vem explicar qual a melhor posição para o Bebé mamar, ou recomendar a melhor pomada para os mamilos, ou dizer que há discos de hidrogel, que existem protectores de mamilo, etc etc etc. Ninguém.
Porque é que deixou de se fazer isso? Foi a crise e a redução de pessoal nos serviços, e consequentemente a redução do tempo para cada paciente?
Ainda assim, quando estamos com o nosso Bebé nos braços a fazer o melhor que sabemos e podemos, porque se é o nosso Bebé, amamo-lo e queremos o melhor, todas as pessoas que pairam por todo o lado e que não nos ensinaram nada, acodem imediatamente para nos dizer o que estamos a fazer mal. Por mim tudo bem, desde que dissessem depois como seria fazer bem.
Zero informação a toda a hora leva a situações desesperantes, como a da minha parceira de quarto no hospital, que passava a noite a choramingar com as maminhas destruídas enfiadas na goela da filha, sempre cheia de fome; e choravam as duas em conjunto.

A não-informação tem consequências reais em demasiadas Mães para isto ser uma coisa que me lembrei de escrever, consumida por desejos incendiários, por causa da minha experiência negativa.
Amigas, conhecidas e desconhecidas com quem falei em diversos locais e situações, têm vindo a comprovar que não sou a única acusada de ser má Mãe por não conseguir amamentar.
As que estiveram mesmo no limite, apresentam relatos que fazem lembrar o Tó Hooligan, do Herman José: “a malta não explica“.
Isto chegou ao ponto em que ouvi no tom mais acusatório possível: “Mas quer ou não quer amamentar?“.
Por educação, nunca cheguei a responder o que me apetecia.
Se alguma das pessoas que me envergonhou por não amamentar imaginasse o tamanho da minha tristeza ao preparar os primeiros biberões, cheia de febre e dores, enfiava a viola no saco e pedia desculpa.
É exactamente como qualquer outro julgamento quando não sabemos porque é que a pessoa tem o cabelo assim ou a pança assado ou usa determinados sapatos: não sabemos o que está por detrás e podemos surpreender-nos com o verdadeiro motivo pelo qual se é como se é.

O que mais me chocou em toda esta epopeia foi receber este tipo de olhares de profissionais de saúde, de gente que tem a obrigação de não julgar, de ajudar e de, acima de tudo, apresentar as melhores soluções para os problemas de quem têm à frente. De gente formada, mas pelos vistos em preconceito.
Foi preciso ouvir a minha Avó, potencialmente mais antiquada que qualquer profissional, a compreender-me e a encorajar-me noutro sentido que não o do sacrifício desnecessário e ineficaz.

Não sei se este texto vos serve de alguma coisa, se é um tema que vos interessa ou não, mas este post era inevitável: um assunto muito feminino, muito importante e muito desconhecido.
A história tem detalhes rocambolescos e é bastante mais longa, mas para aqui este excerto é suficiente.

Nunca serei como a Senhora do Kaffehaus ou como a Miranda Kerr, pelo menos por esta Filha!…

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“SHAMING”
  • Ai que bom que escreveste sobre este tema – e parabéns, não sabia que a tua filhota já tinha nascido!! – de um ponto de vista tão diametralmente diferente do meu. Palpita-me que por habitarmos em zonas diferentes, tivémos acesso a twilight zones diferentes também. Tive o meu puto de cesariana e queria uma cesariana, porque o miúdo era gigantesco e jamais aquele ser do tamanho de um um pequeno pónei poderia sair de dentro de mim sem ser á faca. NO entanto, fiz sempre questão de amamentar e mal me dei no recrobo com o miúdo deitado num daqueles caixotes de plástico transparente uma enfermeira disse-me que já viria ensinar-me a dar de mar. Ora nos entretantos acabou o turno dela e não me ensinou nada, chegando outra que aos berros me começou a ralhar por ainda não ter posto o miúdo ao peito, ao que eu informei estar a aguardar que a enfermeira me ensinasse. “E alguém a ensinou a fazer folhos, foi? É só pôr a criança ao peito.” Logo aí me deu vontade de a espancar com violência, mas tinha dores de mais. A verdade é que o miúdo mamava bem, eu parecia uma vaca leiteira com o leite todo que produzia, mas havia um peito onde o puto não conseguia pegar, e entrava ele em stress e eu também. O que difere do teu caso aqui é que uma ou duas das enfermeiras me “ameaçaram” que se o puto não pegasse naquela mama, teria de passar a dar-lhe leite em pó do biberão, por isso tinha de fazer com que ele pegasse na mama. Não vou alongar-me no quanto me passei da cabeça, apenas referi ás senhoras enfermeiras que o papel delas era ajudar-me a garantir que podia alimentar o meu filho com o meu leite, e se não tinha problemas nenhuns a não ser o miudo não pegar numa das mamas, não havia razão para secar o leite e dar fórmula. Too cut a long story short: amamentei o meu filho até aos 13 meses, não tenho vergonha de o dizer, e ele pegou na tal mama infernal, a esquerda, mas só o conseguiu fazer bem e calmamente em nossa casa, sem profissionais de saúde sempre de roda a stressarem a malta e o caneco, a fazerem com que uma gaija se sinta culpada de não chegar á maernidade já ensinada, a sabaer fazer o seu próprio parto e se for preciso a sua própria cesariana. Se por um lado há locais onde humilham as mulheres que não podem amamentar, por outro há sitios onde ameaçam aquelas que podem e querem e têm leite que chega para um quinteto de gémeos – como é que se diz, mesmo? – caso não consigam pôr o bébé ao peito no primeiro segundo de vida do dito cujo. Será formação? Será institucional? Eu acho que é mesmo é falta de comiseração humana por parte de quem trabalha na área da saúde…

  • Honestamente, creio que o problema não é só no caso das novas mamãs (parabéns pela nova prenda! :D) mas sim dos serviços no geral… Tive imensas aventuras de ir para ao hospital e ser imediatamente acusada de andar a tomar um leque imenso de drogas. Ou de não comer, porque claramente o problema era anorexia (ai, ai, estes putos e as dietas loucas). Ou, tão melhor, de estar ali só a roubar o lugar à 3º idade, tão necessitada! Que raio precisaria eu, jovenzinha, dum hospital? Devia ser prostituta, obviamente.

  • Antes de mais, muitos parabéns! Uma longa e cheia vida, é o que desejo a essa bebé.

    Depois, o tema. Tive um filho há 6 meses e, até saber que estava grávida e me começarem a perguntar “Vais amamentar?”, nunca tinha percebido que havia todo um clube ao qual se aderia ou contra o qual se estava. “Hmm, sim, vou. acho eu…?”. Comecei a ler sobre o tema, falei com pessoas, fiz um curso de pré-parto. Estava decidido, ia amamentar. Depois li ainda mais, falei com mais pessoas e tive a aula da “amamentação” e a certeza deu lugar à dúvida: será que vou ser capaz de amamentar?
    Tentei informar-me sobre técnicas e tinha todo o “troubleshooting” memorizado, caso as coisas acontecessem mal logo no primeiro dia. (“Ai a subida do leite! Prepara-te!”).
    O Tomás nasceu prematuro, depois de um longo dia de trabalho. E, por causa disso ou não, as coisas correram de uma forma totalmente diferente do que tinha previsto (em bom rigor da verdade, sei hoje que as coisas seriam SEMPRE diferentes do que tinha previsto, porque nunca estamos preparados para ISTO). Ele não mamava bem, cansava-se ao fim de 2 minutos. Na maternidade disseram-me que tinha de beber suplemento e desatei num pranto, recusei-me e fiz uma cena da qual não me orgulho. A médica explicou a sua decisão e eu compreendi.
    O leite não subia. Um dia, dois dias, três dias, sete dias… nada. As avós, as tias, as amigas mostravam interesse ( a mascarar uma certa preocupação). E eu sentia-me frustrada, claro. Também irritada, porque não queria fazer um drama mas estava rodeada dele.
    Fast forward, que este comentário já vai longo… O leite chegou, nunca em quantidades abundantes, sem dores, sem stress. Amamentei muito em casa, pouco na rua. Nunca me senti verdadeiramente confortavel, confesso.
    É neste caracter confessional da minha afirmação que descubro o primeiro problema. Segundo a internet, se fores uma “mãe à séria” não te ralas com isso, esse desconforto é sinal de fraqueza. Objectivamente sei que não é assim, mas. num momento de vulnerabilidade, estes pensamentos infiltram-se.

    Passados 2 meses e meio, era Verão, estava um calor dos diabos e o miudo só queria mamar, mamar, mamar. Cansei-me e comecei a dar fórmula. Ele está óptimo, é enorme, e acredito piamente que uma mãe bem disposta é milhões de vezes mais importante que leite materno. Sei o quão impopular é esta minha opinião e ainda hoje, quando me questionam sobre este assunto, sinto necessidade de me justificar (às vezes até me apetece mentir). A verdade é que não há muita tolerância no seio desta comunidade da qual, até certo ponto, fazemos parte.

    Gostava de desenvolver mais este tema, talvez cá volte mais tarde e deixe outro comentário. 😉

    • Maria, anda lá desenvolver, porque acho que com a experiência dantesca de cada pessoa, somos capazes de editar um compêndio de como é pouco amigável ter filhos em Portugal!
      CREDO!
      Mas ser Mãe é acima de tudo muito divertido!
      Beijinhos à tua familia!
      J.

  • Olá. Parabéns por esse pequeno rebento!
    Eu não tenho filhos, nem sei se alguma vez os terei. O que posso partilhar passou-se comigo há 35 anos atrás. Acabadinha de nascer com 4,200kg (pobre mãe que me teve de parto natural) a enfermeira, a parteira e o pediatra aconselharam a minha mãe a dar de mamar. Acontece que a minha mãe tem, e tinha na altura, bicos recolhidos e muito pouco leite. Nem com bomba conseguia o suficiente para me alimentar. Com a insistência dos ditos profissionais de saúde, a mama é que era… mas não foi. Em dois meses não fazia outra coisa que não chorar, e emagreci quase 2kg, até que a minha avó deixou de achar piada à história e espetou à frente da minha mãe uma belíssima lata de leite em pó. Acabou-se a choradeira, pelo menos por fome, porque para tomar banho era todo um novo filme de terror…
    Parece-me que quanto mais se deveria individualizar, tentar ao máximo perceber o que é que funciona para cada um e um pouco por tentativa/erro chegar às combinações perfeitas, se tenta mecanizar tudo. E se não entras na porcaria da roda dentada, estás feito… O leitinho da mãe é bom?… deve ser, não sei, nunca provei 🙂

  • Muito bom mesmo. Passei por algo parecido com algumas nuances… no hospital, toda a equipa sabia as melhores posições… só que não coincidiam. Portanto, quando havia mudança de turno a sentença era de que estava a fazer mal. E não, não tive leite suficiente (apesar da converseta sobre a força de vontade e docorpo maravilhoso que produz em quantidade suficiente se quisermos e estivermos relaxadas).
    Felizmente o pediatra do meu filho acabou com a palhaçada e informou-me que eu tinha de lhe dar suplemento. Foi confirmado no Centro de Saúde porque a perda de peso era muito acentuada. Mas para mim, que tinha lido muito sobre as benesses da amamentação, que tinha feito o curso de preparação para o parto com powerpoints sobre a maravilha da amamentação, fiquei de rastos. Semi-amamentei até aos 9 meses de idade, mas a quantidade do meu leite era irrisória. Foi sempre.

  • Olá Joana,

    Antes de mais, os meus parabéns pelo que escreves, pelo que dizes, sem criares adornos desnecessários em torno dos temas, mas sim a abordá-los tal qual eles merecem ser abordados.
    Tocou-me especialmente este teu artigo “shaming”, talvez por ser mãe, talvez por ter passado por muitas das situações que descreves, ou mesmo por sentir apenas que nos dias de hoje, é necessário ser uma verdadeira Mãe Coragem para lidar com este e outros problemas com que nos vamos deparando. TODAS temos problemas, TODAS temos frustrações, TODAS nos equacionamos se estaremos a ser boas mães… se há alguém que diz que não o faz… penso que é por pura hipocrisia.

    Concordo contigo quando dizes que não existe, pelo menos no país em que vivemos, uma assistência séria ao pré e pós parto. A minha filha nasceu na MAC, todos me falavam das dores horríveis do parto normal, o que sinceramente te digo, já tive dores de dentes piores!!! Mas nunca ninguém me falou como era doloroso TODO o processo de amamentação… A minha filha nasceu com 2.380 gr, logo na maternidade uma enfermeira histérica e sem paciência, obrigava-me a amamentar a minha filha de 3 em 3 horas com uma pressão horrível, acrescido a darem de 3 em 3 horas a picadinha no pé para avaliar o nível de glicémia, o que tornava ainda mais difícil e frustrante todo este processo!!!
    Apenas no 2º dia, fui ao espaço de amamentação e aí, uma enfermeira com toda a paciência e carinho que estava realmente a precisar, me ajudou… se não tivesse tomado por impulso a decisão de me levantar da cama e ir lá, os meus dias seguintes iriam certamente ser bem mais frustrantes!!!

    Ninguém ensina a ser Mãe, a vida mudou muito mais do que alguma imaginei, nem tudo é um mar de rosas, mas despeço-me com um conselho que o pediatra da minha filha me deu, quando ela tinha uma semana de vida… “Em diversas situações, vai ouvir conselhos de todos os lados, uns que até concorda e dá uma certa credibilidade e outros que acha pura e simplesmente ignóbeis… Nessa altura relaxe e pense… por norma o instinto de mãe/pai é o correto”. Hoje a minha filha tem 7 anos, e por diversas vezes tenho aplicado esta receita e não me tenho dado mal…
    Um grande beijinho, coragem, e sim… ser mãe às vezes é difícil 😉

  • Parabéns pelo bebê.
    A pressão de amamentar é tão grande que por vezes as mulheres acabam por o fazer só porque a sociedade assim dita.
    Tenho um menino de 3 anos que nasceu de 36 semanas e não tive leite para amamentar, mas também não fazia questão de ter. Já fui mãe novamente tenho uma menina de 6 meses e decidi não amamentar por opção, nem tentei. A minha decisão foi aceite sem qualquer imposição ou obrigação de amamentar. É preciso ter muita sorte com os enfermeiros que encontramos.

    • Ai Joana Joana descobri o seu blogue hoje há hora do almoço (ainda não sei se é a Joana que foi com a IVA e com a Rita ao “primo”) e ainda não deixei de ler (ressalva importante: estou a trabalhar).
      Tenho dois filhos um com 15 anos e outro com 11. O parto do Martim (mais velho) correu “normalmente” e tinha intenções de dar de mamar (mias barato, mais prático Mais higiénico (desta não estou completamente convencida 😀 ) apareceu-me uma enfermeira “super fofa” para me ensinar (já tinha 34 anos e ela deve ter achado que aquilo já não me ia sair naturalmente) azar dos azares não saiu nadinha, comprei os mamilos de silicone, uma outra coisa que já não me lembro, e nada o puto já a resmungar mesmo do género “onde é o restaurante mais próximo???? Onde????” A enfermeira deu-lhe o biberão mas nunca deixou de vir ver como é que estava a decorrer a operação “Mama sem leite”. Mudou o turno e sorte das sortes outra enfermeira magnifica (eu sei eu sei não é para todas) continuámos com mama sem leite bebé com beberão, e voltei a ter a 1ª enfermeira que me disse quando me vim embora:”era bom que tivesse leite, mas NÃO É UM DRAMA!!!!”. Três ou quatro dias depois de passar os “momentos livres de bomba pendurada na mama (já era eximia na arte de bombear e fazer qualquer outra coisa ao mesmo tempo) na médica de família ouvi a mesmíssima coisa “era óptimo se tivesse leite, mas não se preocupe com isso” eu: “mas drª já passaram 5/6 dias e o leite não desce(?) “não será a primeira, não será a ultima e se isso a está a deixar muito ansiosa pare já, tem um bebé e está a ter uma preocupação completamente desnecessária, as pessoas são todas diferentes! Larguei a bomba e estava mais feliz confesso afinal a médica deu-me a bênção (também não sou de arranjar cabelo em ovo). Do meu filhote mais novo tive logo leite não me doeu praticamente nada, era mais um incomodo (nos primeiros dias) do que outra coisa qualquer, infelizmente aos 5 meses tive uma mastite, aos 7 outra e deixei de dar de mamar, sem dramas. Nunca encontrei nenhum profissional de saúde que me dissesse alguma coisa menos agradável (felizmente porque não sou gaja para ficar calada. Os meus filhos tem os dois asma e como sou malandra já tenho posto a armadilha de dizer só sobre o mais velho (não é mentir é omitir) e quando a reacção é “porque não deste de mamar!!!!” TUMBA ” o Vasco também tem e dei-lhe de mamar (toma lá, vai buscar 😀 😀 )
      Desculpem ter-me alongado tanto mas estou cansada de tanta teoria, que deixa as mamãs infelizes. Somos todas diferentes, os nossos bebés (os meus já tem 1,70m e 1,50m já não são bem bem bebés 😀 ) também são diferentes, o que é bom para um pode não ser tão bom para o outro, confiem mais em vocês e nos vossos instintos. beijos

  • Parabens Joana, gostei muito da forma como expos esta tematica que ‘e sempre tao controversa!
    Sinceramente nao entendo toda a polemica em torno da questao… nem a forma como as mulheres sao olhadas ou acusadas de serem ‘umas grandes egoistas’!

    Nao sou (ainda) mae e nao sei qual sera a a minha vontade/capacidade/possibilidade de amamentar. Tenho apenas claro que nao cederei as pressoes desta sociedade, por vezes, tao cruel.

  • Joana é verdade que há pouco apoio por parte dos profissionais de saúde, mas há apoio na maioria dos casos voluntário para ajudar as mães na amaementação.
    Se escreveres no Google ( e decerto que serás capaz de o fazer) “ajuda amamentação” aparece em letras grandes SOS AMAMENTAÇÃO! É só um exemplo! É só ligar e vem uma senhora a tua casa ajudar e o melhor.. É gratis, vê lá!!
    Pedia também o favor de não passares uma mensagem errada aos teus leitores..
    As recomendações da OMS em relação à alimentação infantil são: leite materno em exclusivo nos primeiros 6 meses e até aos 2 anos ou mais de vida!
    Gostaria também que soubesses que é muito raro uma mãe não poder de facto amamentar e não produzir leite suficiente para o seu bebé… Anda à volta de 1%. As mães precisam de apoio nesta fase de facto, mas o leite em pó deveria ser o último recurso depois de se tentar tudo… Isto querendo amamentar, claro. Estás a ver as sopas da knorr em pó? Estás a ver uma sopa fresca feita com legumes acabados de colher? Bom.. É mais ou menos a mesma coisa!

      • Oh Joana como assim fundamentalista?
        A amamentação não é nenhum credo ou doutrina…não existe nada para defender ou mesmo enaltecer. É o que é, um alimento produzido pelo corpo da mulher quando é mãe.
        Tão pouco as recomendações da Organização de Mundial de Saúde em relação à alimentação e saúde infantil são radicalismos!
        São o que são. Factos científicos.
        Confesso que a sua resposta básica me decepcionou..de tão básica..
        Respeito todas as decisões de todas as mães. Devem é ser decisões informadas, ou não acha? Não achei que fosse do género avestruz.. Enfiar a cabeça na terra e fingir que não se passa nada..
        Achava antes que seria mais do tipo: amamentar é como comprar ténis dourados super mega hipster cool da loja mais fixe do Soho tão fixe que até as top models fazem!
        Enfim.. Factos não deixam de ser factos.. Leite de vaca alterado em pó será o mesmo que leite materno, quer fechemos os olhos ou não, quer chamemos fundamentalistas às outras mães ou não.

        • Amamentar é super fixe, se conseguir amamentar, se for possível fazê-lo sem que isso implique sofrimento para o Bebé, para a Mãe e para o Pai do Bebé.
          Se amamentar implicar sofrimento, feridas, sangue, excisão de um bocado do mamilo, entupimento dos canais, mastite, febre e um internamento, então lamento, Nina, mas amamentar não é para mim, porque afinal sou uma fraca que não aguenta esse género de via sacra em que não só não consigo desfrutar do meu Bebé, como também não me é possível pegar-lhe ao colo nas primeiras semanas de vida, e entre uma coisa e outra, não sei, decida lá por mim, já que as suas mamas são tão frutuosas e consigo foi tudo tão bom e tão maravilhoso.
          Se sou contra o leite em pó? Sou.
          Era.
          Até que de repente, após todo o processo pelo qual passei, do qual a Nina não fazia a mínima ideia tendo decidido chamar-me “básica” (que é, em si, um acto muito básico), achei por bem que a felicidade da minha Família estaria em primeiro plano e contra a minha vontade, pedi à pediatra da minha filha que me recomendasse o melhor leite para ela. Perante o horror pelo qual estava a passar, também tive de me sujeitar aos olhares enviesados e às vistas grossas de quem defende que, independentemente do sofrimento da Mãe, É PARA DAR DE MAMAR. Experimentei tudo, dediquei-me a com por cento à tarefa, mas no entanto, não resultou. Será a Nina tão sabedora como para achar que não deve incluir-me nesse 1% de que fala? Ou serei eu menos digna de estar inserida nessa ínfima percentagem de Mulheres que não conseguem amamentar?
          E se a felicidade de um Bebé dependesse da mudança para o leite de vaca alterado? Como é que reagia? Não mudava? Continuava a massacrar o seu Bebé ad infinitum porque quando se dá de mamar tudo é melhor?
          Tendo tentado encontrar apoio para amamentar (conto com vários profissionais de saúde na minha família), nunca consegui fazê-lo. E agora, por partilhar a minha experiência com outras Mulheres a quem terá sucedido o mesmo ou parecido, tenho de ser julgada por uma leitora que não conheço e que discorda por completo da minha opção, porque afinal sabe todos os detalhes da minha jornada.
          FRANCAMENTE, HAJA PACIÊNCIA.
          Sim, Nina, a sua opinião é fundamentalista, infundada e profundamente ignorante, porque falou e decidiu julgar sem conhecimento de causa.
          Mas agora que já lhe expliquei, assim por alto, o que me sucedeu, diga-me lá o que acha?
          Deveria ter continuado a amamentar, não era?

          • Ainda bem que estou aqui para a esclarecer então.
            Os profissionais de saúde ou a sua maioria, não estão habilitados a lidar com as questões da amamentação, na sua maioria, infelizmente…
            Para isso existem as CAM ( conselheiras de aleitamento materno). Alguma voluntárias outras não. Algumas no site que mencionei.

            O que a Joana experenciou, foi pelo que me parece uma subida de leite, talvez uma mastite pelo meio e um bebé que ou não estava a fazer uma boa pega ou teria de ter o freio da lingua avaliado. Ambos de relativa fácil resolução.
            A subida do leite e o consequente enchimento da mama exageradamente dura aproximadamente 2 semanas. Nesta altura as mamas produzem leite ” a mais” ao invés do que acontece depois, em que passam a produzir a quantidade ideal para cada bebé. Existem várias técnicas de apoio à mãe e ao bebé que visam ajudar nesta fase e evitar ingurgitamentos e mastites provocadas pela alta produção do leite e pela potencial dificuldade do bebé não o conseguir extrair de forma eficiente. Por sua vez existem formas de “ensinar” a mãe a lidar emocional e fisicamente com tudo isto.

            Ora ,my point is, que toda esta informação está disponível, quanto mais não seja no google!
            E não Joana, amamentar não é suposto ser um sofrimento, nem as mães têm de ser mártires.
            Como tudo novo na vida tem se aprender, ler e crescer! Procurar ajuda se necessário e sem dúvida querer.
            Por fim uma ressalva.. Não a chamei de básica. Disse que a sua resposta o era. E é.

          • Nina,
            Mais uma vez obrigada por tudo, mas não entendo nem o seu tom, nem onde quer chegar, nem porque é que insiste num tema que neste momento não só é irreversível, como na altura foi tratado pelos profissionais de saúde competentes nas mais diversas áreas (pediatras, enfermeiras de saúde materna, conselheiras de aleitamento, etc etc etc.), no SNS. Daí eu dizer e não alterar a minha opinião relativamente à falta de apoio que as jovens Mães têm nesta fase tão crítica e crucial das suas vidas. No meu caso, Nina, como já lhe fiz saber, até à excisão fui. Não será suficiente? Sabe, por acaso – não sabe, porque não lhe contei – que a própria conselheira de aleitamento no Hospital público me explicou como iria ser muito difícil, senão quase impossível, amamentar?
            Por mim encerro a troca de galhardetes consigo, uma vez que não deseja sequer ler o que tenho partilhado.
            Deixe-me ser bacoca à vontade, e básica, e viver no meu Universo Encantado dos Ténis Dourados. É bom para todos.

  • Olá Joana,

    Cheguei aqui por acaso, quando me enviaram o link para um artigo divertidíssimo sobre os vestidos dos óscares. Deparo-me com este tema, e quanto mais lia mais mexia comigo, até chegar ao “comentário” feito pela Nina. É precisamente esse tipo de pessoas que me arrepia de tanta frustração. É esse tipo de pessoas que julga quem não amamenta quem não pode (pior nestes casos) ou quem não quer.
    No meu caso, sempre me fez bastante confusão a ideia de amamentar, mas precisamente pela pressão da sociedade e até da família, decidi alinhar, até porque é o melhor para o bebé e tal… Pensei “bom, amamento aí uns 3 meses, deve chegar, depois biberon”. Quando o meu filho nasceu, não queria mamar. No hospital as enfermeiras vinham de 2 em 2h acordar-me para dar de mamar ao meu filho, ralhando-me se eu tivesse deixado passar 5 minutos. A pressão começou aí, mas pensei que seria normal e que era péssima mãe se deixasse o desgraçado do bebé sem comer naqueles prazos estipulados. Não tive problemas com dores, com mastites ou feridas, correu tudo lindamente. Ele é que não era muito adepto de mamar, portanto foi recomendado suplemento. Por mim tudo bem, obviamente. Mas para meu grande azar, ele que já não gostava muito do meu peito, biberon muito menos. Comprámos todos os leites, todos os tipos de biberon existente, até o meu leite tentei que ele bebesse pelo biberon e nada. Isto com inúmeras críticas e gritos à mistura, já que ele não parava de chorar (provavelmente fome, já que o meu leite devia ser uma porcaria). Resultado, ele sempre se recusou a beber sem ser do meu peito e tive que o fazer, exclusivamente por obrigação e não por ternura ou felicidade até ele fazer 1 ano. Aí acabou, bati o pé, e mesmo assim fui criticada, mas já estava num estado de “que se lixe”.
    Posto isto, posso afirmar que amamentar não é de todo para mim e que se tiver mais algum filho nem vou tentar, será leite de lata desde o primeiro dia. E quem quiser criticar? Pode oferecer-se para amamentar o bebé, porque já bastam as hormonas aos saltos para causar depressão.

    • Joana,
      Como te compreendo!
      Sabes que quando escrevi este post, quis precisamente afugentar os medos dos fundamentalismos de quem já passou por experiências absurdas com a amamentação.
      Depois existem as Ninas desta vida, que vêm pregar para a nossa freguesia, onde a missa há muito que é outra porque não houve maneira da coisa se dar. E assumem que o problema é da Mãe que não se esforçou. E depois remata a chamar “básica” à Mãe em questão, neste caso, a mim.
      Há uma fatia da Humanidade que pura e simplesmente adora ver o mundo a arder. Que se rejubila com a sua sabedoria imensa e não desarma. Que achincalha e decide julgar experiências sem as conhecer.
      O pior fundamentalista é aquele que é tão cego que não consegue pregar outro sermão. É aquele que só conhece uma verdade e não é permeável a outras.
      A Nina não pára de dizer que, no fundo, eu não tentei o suficiente e que para o bem estar da minha Filha o ideal era eu endoidecer e viver afogada em frustração, porque o leite de vaca em pó é um dos símbolos da Conspiração invisível praticada pelas indústrias farmacêuticas e alimentares.
      Haja paciência.

      Beijinhos e olha, tem mais filhos, porque é tão bom!…
      <3 <3 <3

  • Joana,
    Passei por uma situação muito semelhante com o meu filho, agora com 16 meses. Antes mesmo de ele nascer, também eu imaginava, de sorriso nos lábios, cenas de amamentação idílicas, projectando os laços que eu e ele formaríamos nesses momentos. Infelizmente, nada se passou dessa forma, mas pelo menos não tive de lidar com a censura dos profissionais de saúde à minha volta. Pelo contrário, foram os primeiros a sugerir que, em vista do meu desespero e frustração, a melhor forma de desfrutar da maternidade seria, gradualmente, passar da amamentação para a alimentação por suplemento. Resisti muito, como tu, fartei-me de chorar, e insisti até se tornar evidente que nem as maminhas aguentariam muito mais, nem o meu garoto estava minimamente interessado nelas. Perguntei-me (ainda hoje o faço) se teria feito tudo ao meu alcance. Provavelmente, não e, mesmo agora, dou por mim a recriminar-me, mas escolhi outro caminho e não me arrependo. Era isso ou a colisão mais que certa com uma depressão pós-parto. Em vez disso, tem sido um ano, como tu dirias, genial.

  • Olá, Joana. Bem sei que o post já é antigo e os comentários são de 2015, mas queria só deixar uma informação simples sobre a preparação para o parto. Existem cursos de preparação gratuitos nos hospitais públicos. Em Lisboa, o Hospital S. Francisco Xavier é um dos casos. Nesse curso é explicado em detalhe como amamentar e as principais razões para o fazer. Portanto quando diz “Quem não quiser pagar um curso de preparação pré-parto (o meu caso), não tem, hoje em dia, ninguém em nenhum serviço a explicar rigorosamente nada sobre aquilo que toda a gente quer que façamos: amamentar. ” não é verdade. Além dos cursos no sistema nacional de saúde, existem ainda linhas de apoio específicas sobre amamentação. Ver aqui: http://sosamamentacaopt.blogspot.pt/

    Apesar disso, amamentar é de facto complexo e nem sempre os cursos de preparação, os conselhos da avó e da mãe e da tia e ainda a linha de telefone com enfermeiras do outro lado, ajudam o suficiente. O leite materno é bom, mas o leite da farmácia também cumpre a função. Acho que nenhuma mãe deve fazer da amamentação uma via crucis.

    • Olá Joana,
      Obrigada pelo comentário e os textos aqui acho que não pecam por serem só de um tempo! É óptimo ver que ainda há quem leia posts antigos, e isso é óptimo!
      Quanto ao conselho, fica anotado para a próxima vez!
      Um beijinho!

  • Querida,

    Não cheguei a contar-te: nunca amamentei porque passados 2 anos de não conseguir engravidar, achei de aproveitar para por mamas novas… e depois descobri que já estava grávida… Logo, mamas frescas e caras que rebentariam à primeira subida de leite. Não queríamos isso. Foi leite da lata desde o primeiro minuto – sempre sintonizada com o pediatra – e tão saudável e linda e ligada a mim que ela é. Bullshit, essa culpa que se quer impor às mulheres que não amamentam. beijos! (A tua filha é linda e está óptima)

      • Infelizmente sei que não é fácil a situação já que a minha mulher passou por uma situação idêntica à tua (mastite incluída) e a minha Joana parece me que nasceu mais ou menos na mesma altura da tua bebé. Felizmente o nosso caso foi mais tranquilo e não houve reprovação de ninguém (ainda bem, porque não tenho a paciência que tiveste e sou extremamente proteccionista em relação às minhas meninas)

        Agora preferir o leite de lata ao leite materno só porque se tem plástico novo, roça no mínimo o ridículo. Os benefícios e o laço de ligação estão lá e deve se tentar sempre a via natural.

  • Obrigada por partilhares aquilo que até agora não tive coragem de partilhar. Been there! Acrescento que não só não há informação, como muitas vezes à contra-informacao… Custa a aceitar! Mas o tempo vai passando e eles crescem e distraiem-nos dessa tristeza. Fica o sonho de que para uma próxima possa ser diferente!

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