Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

She designs, therefore She is | TOMAZ

A Eliana mandou-me um mail a dizer que tinha uma marca de sacos acidental, para eu os ver.
E eu fui ver, no link que ela me enviou.
Gostei verdadeiramente do que vi, e depois debrucei-me sobre mais coisas, nomeadamente sobre ela e sobre de onde é que ela vinha e para onde ia, porque aquilo tinha de vir e de ir para algum lado.
Porque em Portugal temos a sorte de conhecer os fazedores, a Eliana é assim uma rapariga pequenina de óculos de massa com uma comunicação eficaz e um aspecto eficaz. E digo eficaz porque em bom rigor a Eliana foi super eficaz na sua abordagem: qualquer coisa como agora que tens esta categoria #ootd gostava de te mostrar as minhas coisas para ver se estarias interessada em… E a coisa foi simples e eu fiquei interessada, porque vi um produto eficaz, capaz de servir mais a minha vida que o carácter vagamente ficcional de um #ootd. Até porque, e verdade seja dita, não há forma ficcional de fotografar uma das peças da Eliana.
Têm de ser usadas e vividas individualmente.
Mas já lá vamos.

Desde que fui Mãe que penso muito nesta ideia da eficiência. Tornei-me mestra em maximizar e reduzir e poupar e encurtar e tudo o que me permita agilizar todo o material didáctico de que uma Mãe carece numa simples ida à rua.
Voltando à TOMAZ e à figura da Eliana, que é também bastante eficaz.
Estudou design de interiores e abriu o seu próprio atelier, mas depois quis ir para a St-Martins. Fechou o atelier, vendeu o carro, alugou a casa, e siga. Mas Londres… Mhhhhh… Voltou para Portugal e continuou todos os seus sonhos que despeja um pouco por toda a parte e que materializa de todas as formas que consegue. É descarada e atirada para a frente, há incluisvamente um post no seu blogue em que ela diz que percebe que afinal não é descarada nem extrovertida, mas sim introvertida.
Eu conheço-a zero mas acho que está preocupada com coisas importantes e que se deixa encantar com todas as outras e que isso se reflecte no design desta mala super simples, super, pronto, vocês já sabem.

Uma das coisas que sei, enquanto consumidora, é que, quanto mais conhecimento empírico aliado ao design, melhor relação um maior número de pessoas pode estabelecer com o objecto. Ao usar a unomono, comprova-se que o contraste entre a pele de carneiro natural e a lona de algodão de riscas grossas pretas e brancas assiste o indivíduo que carrega muito mais do que o peso que deveria numa mala. As alças em pele natural gravadas com um número de série e o nome da marca que é o nome da sua criadora, são robustas e contrastam com a lona maleável. Ambos os materiais, antagónicos entre si – se por um lado a pele natural nos convoca para um imaginário eco, a lona de estampado geométrico exerce uma força urbana. O pormenor das costuras serem rematadas com pele prolonga-lhes o tempo de vida e aumenta a durabilidade deste saco em vários milhões por cento. E o bolso-costura-feitio que contorna toda a mala é ideal para guardar tudo aquilo que andamos sempre a perder por todo o lado dentro do ecossistema que é uma mala, género chaves e telemóvel, sabem?

A minha Cunhada fez anos e eu ofereci-lhe uma Unomono.
Ela tem um vestido incrível, geométrico, preto e branco, que trouxe de uma viagem ao Japão, que eu adoro e que achei que ficaria genial com uma Unomono.
Ela disse logo – LINDA! ÓPTIMA PARA O VERÃO COM AQUELE MEU VESTIDO QUE TROUXE DO JAPÃO.
E sem saber nada acerca da Tomaz ou da minha decisão acerca do seu presente, sintetizou super bem duas ou três coisas que já li algures sobre a figura Tomaz: Japão, sazonlidade do objceto, conseguida através da escolha dos materiais, funcionalidade.
Não conhecia, porque infelizmente a maior parte das marcas nacionais ninguém conhece.
Porém essa é outra problemática, e nós estamos aqui para outra coisa!

A Tomaz, que é então a marca acidental que nasceu em 2015, vai estar presente no WonderRoom da ModaLisboa ao longo de todo este fim de semana, ao lado de uma selecção de outras marcas nacionais, independentes, pequenas, sem espaços comerciais próprios, que vivem coladas à identidade dos seus criadores. É importante ir lá ver e desarrumar os stands de todas estas pessoas, porque em bom rigor, estas são as oportunidades ideais para vermos na mão aquilo que podemos ver online, dar dois dedos de conversa, e recuperar assim aquele espírito de comércio tradicional que Lisboa está a engolir para transformar em Hostel.

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ONLINE SHOP AQUI, mas vão lá aos Paços do Concelho, que ainda por cima vai estar sol!

(nenhuma das imagens é minha, são todas do site da Tomaz!)

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