Trashédia

YOU WILL BE HAPPIER WITH LOWER STANDARDS

#TRASHÉDIASTOLIYOURLOOK

Esta é uma nova secção, chamada #TRASHÉDIASTOLIYOURLOOK, e vocês já devem saber de que é que se trata.

De qualquer forma, e porque é importante contextualizar e oferecer aos espectadores que gostam de me visitar, alguma espécie de esclarecimento, isto é mais ou menos assim:
Imaginem que sintonizaram a televisão agora mesmo e que isto é o programa da manhã e que eu sou a Júlia ou a Cristina ou a Tânia. Quando não estão a acompanhar a emissão desde o início e acabaram de ali chegar e estão meio perdidos, há momentos em que as protagonistas vão recapitulando vagamente aquilo que se está a passar, não é? Aqui segue-se a mesma lógica: é uma categoria nova que já tem posts, e vamos recapitular, para depois começar a recordar para a frente!
Ora bem, vocês sabem que gosto muito de desafios e de colaborações que me levem um bocadinho mais longe daquilo que são as minhas distâncias habituais. E bolas! – este último mês e meio tem sido só novidades, só atiramentos para fora de pé!…Na última edição da ModaLisboa, envolvi-me com a Stolichnaya, então parceira do certame, para vos trazer assim uma visão ou perspectiva hiper subjectiva daquilo que é a ModaLisboa.

Diverti-me muito a fazer os posts, diverti-me muito a fotografar e a seleccionar aquilo que poderia caber na minha lente e nos textos que acompanhariam as fotografias.
Para isso, para começar, arranjei um nome para a rubrica, nome esse que é um trocadilho e um piscar de olho àquilo que iria fazer e que se refere à prática da fotografia de street style que consiste em “roubar” uma fotografia de um look apelativo.
Terminada a ModaLisboa, tanto o trabalho como o nome da rubrica, como tudo aquilo que fiz, pareceu-me que tinha chegado a um fim e que estaria muito datado e encerrado no seu carácter de rubrica com um tempo e espaço específicos.
Perguntei então à Rita se poderíamos encontrar-nos para fazer um balanço da parceria, e preparei uma proposta muito ambiciosa para continuarmos de mãos dadas, a steelar looks.
Após semanas de debate, trocas de ideias e e-mails, chegámos a uma proposta hiper ambiciosa ao nível do LifeStyle e da Moda: apresentar desconhecidos com profissões não-flamboyant e que aparentemente não fossem as pessoas que queremos conhecer nestes âmbitos em que tudo é passo estugado em sintonia com um som techno e olhares perdidos sabe Deus onde, porém certamente para lá da parede de fotógrafos.
Chegámos à conclusão que nos apetece muito mais conhecer pessoas que não são stylists ou editores de Moda ou buyers ou maquilhadores ou músicos ou modelos ou actores ou bailarinos. Chegámos à conclusão que nos apetece, assim em regime de “eu conheço uma pessoa super fixe”, conhecer pessoas menos óbvias, que nos levem a sítios menos óbvios e que nos ofereçam a hipótese de fugir do pretenciosismo totalitarista das profissões belas. Se vivemos na era da democratização da Moda, convivamos então verdadeiramente com essa realidade.
Não garantindo, desde já, a satisfação da Vossa curiosidade, #TRASHÉDIASTOLIYOURLOOK é isto.
É sobre aquilo que no fundo me interessa mais, o indivíduo.
E também é sobre a eterna questão de que o estilo é determinado por factores de natureza sociológica e condicionado por de onde viemos.
É acima de tudo sobre esta ideia da democratização da Moda e dos preconceitos que existem relativamente a alguns aspectos dessa democratização. É sobre o dever e a pertença. Sobre esbater as fronteiras dos grupos e acima de tudo, sobre dar a perceber de uma vez por todas que o estilo vem sempre de dentro.
O primeiro furto surge a 29 de Fevereiro.
Os furtos consentidos irão suceder uma vez por mês.
Estou muito entusiasmada.
É extremamente ambicioso e dá-me frio na barriga.
Mas olhem, é mesmo um shot d’A vodka ao balcão, respirar fundo e… siga para engrenar no modo #bonéaocontrário!
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