CHOPPINGÁIDE PRÉfall

Bom… Eu não ia fazer isto.
Não ia fazer um guia de compras, de natureza absolutamente nenhuma, em pleno Agosto, com os meus desejos de Inverno. Mas… Além de adorar o Inverno e de não suportar Agosto, o Agosto este ano tem estado a ser demasiado bonzinho para mim e terrível para quem quer gozar uns dias de sol, praia, curtição e gandaia, aquilo que a nossa querida Fanny cantaria aglomerado sob a égide vida loca.
Depois de ter feito uma limpeza rigorosíssima ao meu armário e de ter quatro sacos muito honestos (quer para comigo, quer para com o mundo) de roupa dar, a qual é suficiente para encher um contentor, dei conta de umas falhas mínimas, perfeitamente colmatáveis e bastante intemporais naquilo que vem a ser o Universo Moda.

Começamos por chapéus porque sim, e porque fazem imensa falta no Inverno.
Os gorros são acessórios bons e práticos, mas destroem qualquer tipo de cabelo decente e a consequente hipótese de os tirar quando se entra em algum sítio e erguer a cabeça com alguma dignidade, porque os gorros têm esse problema, o de acachapar o cabelo e de o pejar de electricidade estática, que neste caso se transforma em estética. Adiante, um casaquinho de malha da secção de homem em tamanho mais do que XXL, que é uma coisa que dá sempre jeito e aquece imenso e dá para vestir por cima de tudo, que é como gosto mais de os usar. E sim, admito que como nunca encontro casaquinhos de malha suficientemente chunky e não suporto os de má qualidade, acabo sempre por usar os mesmos que foram tricotados pela minha Mãe há coisa de trinta e tal anos. Os que uso, esses casacos e camisolas fartinhos de trabalhar, coitados e coitadas, estão pela hora da morte. Gritam que em anos de lã, já passaram a idade da reforma há pelo menos dez estações. Por isso acho que este da Brixton é um sério candidato de excelente CV: tem óptimo ar e belíssimos tons (quem me visse a querer coisas beige há uns doze anos atrás, quando acusava a minha Mãe de se vestir em tons de folha seca, iria jurar que estava demente). Passamos para os Vara da Ferragamo. Um par de clássicos em azul escuro, nunca em preto. Já não se aguenta mais o preto e o hedonismo da absorção e consequente negação da existência através da não-qualquer-coisa. Já não aguento preto, pronto! E também, porque na verdade uso tudo com tudo, e estes, se ao Inverno lhe der para ser seco, aplica-se um par de peúgas e a coisa fica resolvida para melhor. Práticos, cómodos, fáceis de calçar, óptimos para qualquer ocasião, com o tacãozinho suficiente para parecer bem e composta e tudo o resto. Um relógio. É verdade, porque é hora de voltar aos relógios e porque os de plástico da Swatch, que já me cozeram o pulso durante toda a adolescência, já não dão. E porque o que herdei é um bocado insultuoso para o dia-a-dia. Esbarrei com este da Nixon e foi tiro e queda: ouro sobre azul! Óptimo, levezinho, de bom preço, não se prende na roupa (nomeadamente no casaquinho de malha da Brixton, ó!), é à prova de água (pelo menos é o que dizem e o meu até agora não se queixou!…) e repetível, no sentido em que, se o perder, que é coisa que não deve suceder porque é raro perder seja o que for, é passível de ser comprado novamente, coisa que não acontecia com o seu antecessor, o meu relógio pouco apropriado para todas as ocasiões. Seguimos para aquilo de que preciso mesmo (se é que alguém, nos dias que correm, precisa mesmo de alguma coisa): a versão do sacalhão pliage da Longchamp, pelo Jeremy Scott, porque a partir de agora a minha vida (❤ ❤ ❤ ❤ ❤) passa a contar não só com a presença imperativa de um sacalhão, como com muito mais do que duas coisas dentro dele. E tem de ser um sacalhão que dê para lavar tudo. Esta parece-me a escolha lógica.
Na última linha deste texto por imagens: nos tempos que se avizinham, que nunca me falte o blush! E este da Givenchy diz que é inteligente e que dá para aplicar com os dedos em qualquer altura e sítio e tem uma embalagem maravilhosa e tem a vantagem de ser em creme, por isso não se parte nem se desfaz, nem lhe acontece nada de mal caso entorne tudo o que vai dentro do sacalhão!… Pode que venha a ficar cheio de pelinhos do casaquinho de malha, mas isso é peanuts! Que também nunca me faltem os hidratantes de lábios que façam um pouco mais que os sensaborões típicos da farmácia! Desejo um que mos avolume e mos turbine e desejo este da Guerlain, que segundo a Vogue Paris, é O a possuir. E o que possuo de momento, este da Lierac num belíssimo tom rosado, que é bastante maravilhoso e muito hidratante. Mulher que se preze precisa sempre de, pelo menos, dois hidratantes de lábios, não é?… Para ir alternando…! Por último, uma máscara de pestanas nova, que seja bastante contundente e que me faça pestanas de boneca japonesa. Gostei imenso da Eyes to Kill, da Armani, que usei até agora, mas a desgraçada secou num instante e antes de secar a minha recordação é que era muito borrosa (pelo menos nas minhas mãos de fada da maquilhagem). Foi a minha Mãe que me ofereceu a dita cuja, porque a minha Mãe é a pessoa mais fiel do mundo à Armani, e porque a minha Mãe também é do tempo em que as pestanas ou se pintavam literalmente com aqueles pincéis da Pinaud ou se aplicavam postiças. Há muito trabalho de precisão que não domino e que nos próximos tempos não terei tempo de aperfeiçoar! Por isso desejo esta da Tom Ford. Pode ser?
Ficam a faltar-me umas botas de cowboy vermelhas e uma Fedora púrpura. E uma mantinha daquelas giras, género as que o Vibskov costumava fazer, lembram-se?
Se alguém se lembrar de onde pode haver semelhantes peças, DIGAM!

Chapeau de Pêche A.P.C. Femme * Fedora Amarela BrixtonCasaquinho de Malha Brixton * Sapatos Salvatore Ferragamo * The Small Time Teller, Nixon * Sacalhão Longchamp by Jeremy Scott * Blush Mémoire de Forme, Givenchy * KissKiss LipLift, Guerlain * Hydra Chrono + Lèvres, LieracUltra Length Mascara Ultra Raven, Tom Ford

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