Eu Sou De Elástico!

Entram pela primeira vez na nossa vida quando somos crianças, muito provavelmente aquando da utilização do geoplano na escola primária. Mas como a utilização do geoplano é tão rápida que nem se chega a dar por ela, voltamos a esquecer-nos deles até que nos voltam a fazer falta para outra coisa qualquer, como, no 5º e no 6º ano, nas aulas de EVT, para enrolar cartolinas sem lhes danificar os versos (coisa que não acontece se lhe pusermos fita-cola, por exemplo, ou se tentarmos por aquele papel a segurar a cartolina que só a senhora do PBX é que consegue por sozinha).
As únicas pessoas que nunca fizeram um interregno no reconhecimento da importância dos elásticos foram os que usaram aparelho nos dentes. (Ou que os pais foram a Punta Cana de férias e a Mãe veio de lá com trancinhas.)
Regra geral, os elásticos já foram o Santo Graal do material escolar e de papelaria e de escritório.
Já tiveram o seu tempo, já foram aquelas coisas que os pais nos davam para brincar quando íamos aos seus locais de trabalho e que nos mantinham entretidos durante horas infinitas, até que se partiam e o ricochete nos fazia soltar umas lágrimas e três berrinhos instantâneos.
Agora não.
Já ninguém lhes liga.

MENTIRA! (Como naquele som do João Pedro Pais.)
As Grávidas são as únicas que podem salvar o pobre destino dos elásticos!
Por isso leiam com atenção!

Ao contrário de tudo aquilo que vão tentar dizer-vos para vos convencer a comprar roupa de grávida e assumir a vossa gravidez sem nenhum tipo de constrangimentos, não, a roupa de grávida não é gira, a roupa de grávida não é mais gira que antes, a roupa de grávida não favorece. A roupa de grávida é antes um desastre.
Grassa eventualmente a ideia que sim, porque há mais oferta, mas regra geral, acreditar que é possível comprar umas calças de grávida (aquelas que são uma espécie jeggings com um pedaço de rib de sweatshirt a fazer as vezes de um cós) e ficar bem. De todos os motivos que poderia evocar para provar que essas calças não assentam bem a ninguém, só vos dou um: a colocação dos bolsos. Toda a gente sabe que durante a gravidez o corpo muda muitíssimo, e embora nos sintamos ininterruptamente estupendas ao longo de nove meses, a verdade é que as calças de grávida são, na sua totalidade, um erro crasso da nossa era.
Com franqueza, são horrorosas.
A barriga de uma grávida, que é a protuberância mais maravilhosa que o corpo humano é capaz de criar, precisa de sustento e precisa de não estar apertada e precisa de se sentir confortável ao longo do dia, que tem as mesmas vinte e quatro horas, mas muitas mais refeições.
E isso consegue-se de forma muito simples e muitas vezes mais económica, com as cintas e os elásticos próprios, laváveis, transpiráveis e muito mais confortáveis do que as calças da badana, que fazem um calor desgraçado e têm o aspecto que têm.
Como?
É simples.

Todas temos uns pares de calças mais folgados, género chinos, que na altura da gravidez usamos com muita frequência, porque o conforto de ter a perna à vontade não se compara com os apertos pelos quais já passámos, na ânsia de estarmos sempre de ponto em branco, como diria a minha Avó.
Quando no baixo ventre começamos a alargar os perímetros, e a não conseguir apertar mesmo as calças mais larguinhas, a solução são os nossos amigos elásticos, presos na casa e esticados até ao botão, onde se entrelaçam para fechar as calças de forma eficaz e confortável.

Um “truque” do universo do básico, muitíssimo famoso,  que ajuda a poupar rios de dinheiro em roupa que se usa muito pouco e que na maioria dos casos, não é nada lisonjeira.
Porquê inventar, quando se pode fazer a festa com €1,29?

Porque a gravidez é o reinício de uma vida plena de criatividade!

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